Bira do Sindticcc escapa de ser agredido por grupo de trabalhadores
Cinco homens armados com pedaços de madeira ameaçaram o sindicalista.
Geral - Atualizado em 05/06/2012 16:28h
O presidente do Sindticcc de Camaçari, Antônio Ubirajara, mais conhecido como Bira do Sindticcc, foi vítima de uma emboscada, na última sexta-feira (1), durante um protesto realizado por trabalhadores que estavam em frente a empresa Caraíba armados com pedaços de madeira, na intenção de agredir o sindicalista.
O motivo da ameaça feita pelo grupo está ligado a um acordo, que eles alegam não ter sido assinado. Mas, segundo Bira, o documento foi devidamente assinado. “Olha só, um acordo feito na Delegacia Regional do Trabalho, em Salvador, junto com o subdelegado, uma pessoa que a gene tem um respeito muito grande, e graças a Deus o nosso sindicato tem acordos sérios”, disse.
Durante a entrevista, Bira ressaltou a importância da regulamentação do trabalhador de Camaçari. “O administrativo da empresa potencial, que veio cheio de vícios da base de Candeias, que se renegou a fichar o trabalhador de Camaçari, e que fomos para cima, fizemos várias audiência, fomos à Câmara de Vereadores, fizemos de tudo. A gente conclama que as empresas que cheguem aqui fichem os trabalhadores de Camaçari”.
Bira pontua várias conquistas que conseguiu desde que o sindicato se predispôs a abraçar a causa dos funcionários da Caraíba. “A Caraíba não queria pagar periculosidade, a gente foi lá e conseguiu. A Caraíba não queria pagar um prêmio parada, a gente foi lá e conseguiu. A Caraíba não queria pagar uma cesta básica digna aos servidores, a gente também conseguiu”. Pontuou.
Bira disse que foi salvo por conhecidos de militância e por sindicalistas do Sindicato dos Metalúrgicos de Dias D’Ávila. “Fui surpreendido, mas graças a Deus, os trabalhadores que conhecem o nosso trabalho, os trabalhadores que me conhecem foi quem me deu proteção abaixo de Deus, e contei com o apoio de valorosos companheiros que conheci no movimento, e graças a Deus a gente teve o poder de convencimento para esclarecer a verdade”.
Por Henrique da Mata