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O “Choque de Gestão”, aplicado no estado de Minas Gerais por Aécio Neves quando era governador, e exposto Com o Cartão de Visitas do programa de governo se for eleito presidente da República, apresenta resultados declinantes nas contas do estado de MG. Segundo dados de um levantamento feito pela Folha de SP, em seu primeiro mandato como governador (2003 – 2006), com o controle de gastos e aumento das receitas, incluindo aumento de tributos, Aécio Neves obteve uma melhora no Orçamento, porém, essa trajetória não se manteve.

No levantamento, que começou em 2002, quando Aécio ganhou as eleições pela primeira vez, até 2013, mostrou que, no seu segundo mandato, o tucano teve desempenho semelhante – e até muitas vezes inferior – à média Nacional, devido à gastos com despesas com pessoal e endividamentos. Segundo o levantamento, a piora é mais visível nos últimos anos, quando a freada da economia levou a arrecadação tributária recuar em todo o país.

Infografia Folha de SP.

Em 2013, o sucessor de Aécio Neves, Antônio Anastasia (PSDB), não obteve receita o suficiente para cobrir todas as despesas e obras públicas e, segundo o levantamento, foi o primeiro déficit do estado durante o período de uma década. Neste período, Minas desembolsou R$ 4,3 bilhões, apenas 7% da despesa total, e 5,8% abaixo do que foi desembolsado quatro anos antes.

O levantamento apontou que, de concreto, a arrecadação de tributos no estado de Minas Gerais em 2006 superava em 39,9% a de quatro anos antes, descontada a inflação. No período, o ganho médio dos estados foi de 28,1%. Com o aperto fiscal, a dívida caiu de 263% da receita para 189%, sendo que o teto legal é de 200%. Os gastos com o pessoal do Executivo caíram de 61,7% para 44,6%, sendo que o teto legal é de 49%.

Deste período para os dias atuais, os ganhos foram modestos. O endividamento do estado de Minas Gerais fechou o ano passado em 183% da receita, inferior apenas ao do estado do Rio Grande do Sul, e a arrecadação tributária dos últimos sete anos cresceu abaixo da média estadual, devido aos encargos elevados de juros e amortizações, o que diminui o espaço no Orçamento para obras e outros investimentos destinados a estimular o crescimento econômico.