O jovem Thiago de Carvalho Cunha, de 23, juntamente com outro rapaz de identidade desconhecida surpreendeu a jornalista durante uma passagem feita ao vivo na frente do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP).

Monalisa estava falando sobre o último boletim médico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando os dois surgiram correndo e empurrando a repórter. O baiano ainda consegue dizer algumas palavras de frente para a câmera – "Próxima semana"- quando o áudio é cortado e as imagens retornam para o estúdio do jornal.

De acordo com informações divulgadas pelo internautas no perfil dele no Facebook, o objetivo era divulgar uma manifestação que acontecerá no próximo dia 11 de novembro, na Cinelândia, no Rio de Janeiro, local onde o estudante vive atualmente. Ainda segundo os internautas Thiago era estudante da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e era morador do bairro do Rio Vermelho.

Ele também teria sido estudante secundarista de uma grande escola particular em Salvador. No seu perfil, os amigos e demais contatos do jovem seguem comentando a ação do rapaz. No Twitter, o assunto é um dos tópicos mais comentados do dia.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) divulgou uma nota, em que se diz "estarrecida com o ato de vandalismo".

Leia a íntegra da nota da ABI:
"A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) de São Paulo, estarrecida com o ato de vandalismo contra a jornalista Monalisa Perrone durante sua participação ao vivo no Jornal Hoje, vem prestar solidariedade à jornalista e à direção de jornalismo da Globo, num momento tão delicado onde vândalos agridem a liberdade de imprensa e o trabalho do jornalista.

Jamais, em tempo algum, ato de agressão física é aceito por qualquer motivo que seja. Debates e diferenças de ideias devem ser mostradas em discussões civilazadas e com o mínimo de dignidade.

O ato de agredir publicamente um jornalista no desempenho de sua profissão e no desempenho da informação livre ao povo é o mais baixo de todos os atos, que deve ser punido como tortura contra a pessoa, que foi o que realmente aconteceu, além de ameaça direta e pública contra o povo livre.

A ABI já viveu momentos de defesa da liberdade de imprensa contra as torturas e ameaças de violência contra a liberdade de ideias nos momentos mais triste do Brasil.

Exatamente por isto não podemos deixar de passar este momento de agressão à mídia e à imprensa sem prestarmos solidariedade à Rede Globo e repulsa a todos aqueles que agridem moral e fisicamente a liberdade.

Rodolfo Konder e James Akel"