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Roque Santhos




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Nova versão de "Meu Pedacinho de chão" resgatará temas proibidos em 1971

Entretenimento - Atualizado em 07/04/2014 10:06h
Nesta segunda (7), a Globo estreia "Meu Pedacinho de Chão", trama assinada por Benedito Ruy Barbosa e com direção de Luiz Fernando Carvalho. Segundo o autor, que escreveu uma trama de mesmo nome que foi exibida em 1971 na TV Cultura e na TV Globo, a nova versão não se trata de um remake.
 
"Mantive o título e o nome de alguns personagens, mas a história e as questões tratadas são diferentes. Especialmente pela forma de contar. Na primeira versão, que foi exibida na ditadura, não podia tratar de alguns temas por causa da censura", lembrou, acrescentando que, desta vez, abordará greves de professores e médicos por atraso de salário, por exemplo.  
 
Benedito lembrou que na primeira versão da novela teve 12 capítulos censurados. "Fui falar com o censurador e acabei preso. Fiquei 45 minutos preso", afirmou.
 
Na versão atual, a fictícia Vila de Santa Fé – onde a trama é ambientada – é a representação do mundo lúdico de Serelepe (Tomás Sampaio) e Pituca (Geytsa Garcia). "Serelepe é como uma testemunha da resistência do lirismo e da memória. Quando imaginei o vilarejo onde se passa a novela, pude sentir que tudo ali existe daquela forma por estar sendo filtrado e constituído pelo olhar da infância de Serelepe. Tudo aquilo seria um grande brinquedo dele", explicou.
 
Segundo Carvalho, a novela, além de inovar por ter um cenário fixo, também inova pelo formato. "É uma aposta, com 100 episódios. Benedito faz uma dramaturgia que tem em média 20 personagens, com cenários que não montam e desmontam", disse o diretor.
 
A história de "Meu Pedacinho de Chão" se passa no vilarejo de Vila de Santa Fé, onde o poderoso Coronel Epaminondas (Osmar Prado) iniciou a venda de pequenos lotes de terras para outros sitiantes das redondezas, como Pedro Falcão (Rodrigo Lombardi).
 
Contrário ao progresso, Epaminondas torna-se inimigo de Pedro Falcão, que defende o contrário. Ele, aliás, doou um pedaço de chão que comprou do coronel para que nele fossem construídas uma venda e uma capela.
 
"Espero que as pessoas se divirtam, riam e se comovam com a novela", contou Benedito, a quem Carvalho foi só elogios: "Sou uma espécie de tradutor da síntese do Benedito, não exatamente um diretor. Entendo o que ele pretende passar e então me coloco generosamente a seu serviço". UOL.
 
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