Clássico é igual a fábrica de fogos de artifício: tudo corre tranquilo até alguém acender um fósforo. Aí, é bomba pra todo lado. O volante Feijão, com o perdão dos trocadilhos, entornou o caldo e acendeu o panelão do Ba-Vi das 21h de hoje, na Fonte Nova, ao declarar, segunda-feira, que sentia ‘nojo’ e ‘raiva’ do Vitória. A entrevista do garoto da base tricolor não caiu bem na Toca do Leão.

Ontem, após o treino, o volante Michel, um dos líderes do grupo, já sabia até a pergunta que vinha dos repórteres e tratou de jogar gasolina na fogueira do clássico.

“Com uma declaração dessa do Feijão, dentro de campo pode acontecer uma guerra, um Ba-Vi violento, e alguém querer quebrar a perna dele por ter falado essa coisa. Se ele tem ódio do Vitória, tem que guardar isso pra ele e não expor na mídia”, rebateu o jogador, de volta ao time após ficar de fora por quatro partidas com uma lesão no joelho.

Michel pediu respeito aos jogadores do Vitória e acredita que frases como a do rival podem acirrar os ânimos entre os torcedores, inclusive prejudicando o próprio Feijão, possível alvo da ira rubro-negra.

Ainda assim, garantiu não se abalar. “Tô focado, vou entrar forte na jogada e, independente do que ele falou, eu quero vencer. Sem insultar a outra equipe ou jogador”.

Confiança

O meia Leílson, que substitui Escudero esta noite, fugiu do assunto, mas acabou expondo sua opinião. “A boca fala porque o coração está cheio. Se ele tem nojo do Vitória, é um problema pessoal . Depois do jogo, ele vai dar a declaração dele”, riu.

De volta a Michel… críticas ao horário do clássico e muita confiança em mais uma vitória, mesmo achando que o retrospecto de quase dois anos (ou nove partidas) sem perder um Ba-Vi não entra em campo. “É outro jogo”, pondera o volante, que espera os três pontos para que o rival não se aproxime na tabela. “A gente tem que entrar focado. Por incrível que pareça, se a gente perder a partida, eles encostam”, lembrou.

Mea Culpa

Feijão não deu entrevista ontem, mas fez uma ‘mea culpa’ via site oficial do Bahia. “Disse o que disse porque sou torcedor do Bahia e quero sempre vencer o Vitória, mas não quis desrespeitar nosso adversário”.

*Correio.