Durante a noite de ontem (13), aproximadamente, 30 apoiadores do presidente Jair Bolsonaro lançaram fogos de artifícios contra o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação durou, pelo menos, cinco minutos. Os apoiadores do mandatário brasileiro também proferiram palavras de baixo calão, destinadas aos ministros da Corte, sobretudo, ao presidente Dias Toffoli. Em tom um tanto agressivo, eles questionavam se os ministros tinham entendido o recado e alertaram, frisando que eles “se preparassem”.

Esse grupo específico de apoiadores do presidente Bolsonaro prega o fechamento do STF, bem como do Congresso Nacional.

Durante o ato, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), também foi citado.

Mais manifestações

Nas primeiras horas deste domingo (14), outro pequeno grupo de apoiadores de Bolsonaro se reuniu em Brasília. A concentração aconteceu na Esplanada dos Ministérios, contrariando assim, um novo decreto do governo do Distrito Federal que determinou o fechamento da esplanada a veículos e pedestres na presente data.

No texto do decreto, o governador citou “ameaças declaradas por alguns manifestantes” e a “demanda urgente” de “contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública” como justificativas para a adoção da medida.

O manifesto deste domingo também contou com a presença do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que se juntou aos apoiadores do governo. Weintraub provocou aglomeração e, inclusive, posou para fotos. Ele, assim como a maioria dos participantes, também estava sem máscara de proteção, recomendada no enfrentamento do novo coronavírus (Covid-19).

Por decreto, no distrito federal, quem não usa o equipamento de proteção facial em espaços públicos pode ser multado em até R$ 2 mil, além de também poder ser enquadrado no crime de infração de medida sanitária, com pena de até um ano de prisão.

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