A relação da empresa Via Bahia com o governo federal chegou em seu pior momento. Após o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, vir a público no mês de junho para classificar esta como a “pior concessão do Brasil”, agora é divulgada a informação de que seu contrato deve ser rompido.

Em reunião com representantes da Região Metropolitana de Salvador (RMS), realizada nesta semana, o ministro de Jair Bolsonaro (sem partido) informou que a Via Bahia está em litígio com o governo federal, por supostamente não ter cumprido o acordo. O governo estaria decidido em romper o contrato, já que as devidas obras e ações de manutenção não foram feitas.

A Via Bahia ainda é responsável pela administração de dois trechos de rodovias federais que cortam o estado, a BR-116 e BR-324. Moradores cobram, por exemplo, a duplicação do viaduto da SUDIC, localizado sobre esta última. Segundo Tarcísio Freitas, a obra é dificultada devido à empresa que detém a concessão.

Em audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, em 22 de junho, o desgaste da relação da empresa com a pasta liderada pelo ministro se mostrou claro. “Estamos planejando uma intervenção na Via Bahia. Pode ser o primeiro caso de intervenção federal numa concessão. A gente deve assumir o controle da concessão e varrer do mapa aquela concessionária, porque é um deboche o que a Via Bahia faz com a população”, declarou.

Ao Bahia No Ar, a Via Bahia informou que realizou 93% das obras obrigatórias, previstas em contrato com o governo federal, investindo, apenas em 2020, R$ 100 milhões em serviços de recuperação, manutenção e conservação das rodovias pelas quais é responsável. A empresa aponta que o valor poderia ser seis vezes maior e as obras estariam concluídas, caso as duas revisões quinquenais (de 2014 e 2019) previstas tivessem sido feitas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), uma autarquia federal.

“A VIABAHIA Concessionária de Rodovias S.A. reforça que não entra, nem nunca entrará em questões e visões políticas nas suas posições e na análise dos fatos. Todos os dados citados acima foram apresentados ao longo dos últimos anos à ANTT e ao tribunal arbitral, que decidirá os próximos passos da concessão”, concluíram em nota.

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