Camaçari: Apreendidos 430 kg de drogas e líder de massacre em presídio é morto

O traficante, conhecido como "Coroa", chegou a ser socorrido ao Hospital Menandro de Farias, mas não resistiu e morreu.

O traficante, conhecido como "Coroa", chegou a ser socorrido ao Hospital Menandro de Farias, mas não resistiu e morreu.
O traficante, conhecido como "Coroa", chegou a ser socorrido ao Hospital Menandro de Farias, mas não resistiu e morreu.

Foram apreendidos nesta sexta-feira (27), um lote de 430 quilos de drogas pertencentes ao mandante do massacre de presos e familiares num domingo de visitas ao Presídio de Feira de Santana, em 24 de maio de 2015. Identificado como o traficante Ronilson Oliveira de Jesus, conhecido como “Rafael”, de 40 anos, reagiu a ação policial na região de Abrantes e morreu em confronto.

A abordagem contou com participação de policiais da Coordenação de Operações Especiais (COE), da Polícia Civil, que cumpriam três mandados de prisão, numa operação do Departamento de Polícia do Interior (Depin).

O traficante chegou a ser socorrido ao Hospital Menandro de Farias, mas não resistiu e morreu. Segundo o delegado André Viana, coordenador da COE, que esteve à frente da ação policial, a operação para prender Rafael começou a ser planejada no fim do ano passado, quando suas equipes e do Depin descobriram, a partir de incursões realizadas na RMS e em Feira, que um homem com as características dele estaria morando no condomínio Recanto de Abrantes, o qual começou a ser monitorado.

Na operação de hoje, os policiais encontraram cadernos de anotações e muitas munições para fuzis 556 e 762 e 762 curta para metralhadora AK. A chave de uma casa, encontrada no local, levou os policiais a uma outra residência no bairro de Vida Nova, em Lauro de Freitas, onde estavam guardados 425 quilos de maconha e cinco quilos de cocaína. Dois veículos, um Celta vermelho e um Prisma branco, também foram apreendidos. Tudo foi encaminhado para perícia no Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Líder de uma quadrilha de traficantes que age em Feira de Santana e Salvador, com atuação no Bairro da Paz e em Itapuã, Rafael já foi o Valete de Ouros do Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e era procurado por tráfico, homicídio e formação de quadrilha.

Suspeito de vários roubos a bancos no interior do estado, ele estava com uma carteira de identidade falsa, em nome de Thiago Pereira Canuto, também apreendida.

No presídio de Feira, a rebelião ordenada por Rafael tinha o objetivo de matar o ex-comparsa e também traficante Haroldo de Jesus Brito, o Haroldinho, com quem cumpriu pena naquele local e se desentendeu. Os dos lideravam o tráfico em Feira, mas viraram rivais depois de confinados. Rafael saiu do presídio 38 dias antes do massacre, em 16 de abril de 2015, liberado pela Justiça.

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