Cavalo Marinho I: Inquérito policial aponta acusados da tragédia que resultou em 19 mortes

A embarcação tinha como destino Salvador

Nesta terça-feira (10), foi concluído pela Polícia Civil o inquérito que apurou o acidente da embarcação Cavalo Marinho I. O naufrágio, ocorreu na Baía de Todos os Santos, no dia 24 de agosto de 2017, era investigado pela 24ª Delegacia Territorial (DT), localizada em Vera Cruz.

O inquérito foi instaurado logo após o acidente, pelo delegado Ricardo Amorim, titular da 24ªDT, uma das unidades integrantes do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom). De acordo com o delegado, na conclusão, três pessoas foram indiciadas por homicídio culposo e lesão corporal culposa. “Concluí que imperícia e outras irregulares foram os motivos para os indiciamentos”, comenta Ricardo.

O inquérito aponta o comandante da embarcação, Osvaldo Coelho Barreto, o proprietário da empresa, Lívio Garcia Galvão e o engenheiro naval, Henrique José Caribe Ribeiro, como culpados pelo acidente. “Colhi cerca de 135 depoimentos de vítimas, tripulantes, do proprietário da empresa e do engenheiro naval, além dos 95 exames solicitados”, relatou o delegado.

A perícia realizada pela Marinha do Brasil e vistorias da Capitania dos Portos, dentre outros documentos relacionados à embarcação, também contribuíram para as investigações policiais. O inquérito foi encaminhado para o fórum da comarca de Itaparica.

A tragédia: 

A lancha Cavalo Marinho I virou por volta das 6h30, cerca de 10 minutos após deixar o Terminal Marítimo de Mar Grande, na ilha, no dia 24 de agosto de 2017. A embarcação tinha como destino Salvador e estava a aproximadamente 200 metros da costa quando o acidente aconteceu. A viagem dura cerca de 45 minutos.

As 19 pessoas que morreram no acidente são 13 mulheres, 3 homens e 3 crianças. Os corpos foram periciados no Departamento de Perícia Técnica (DPT) de Salvador e na unidade de Santo Antônio de Jesus.

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