O vereador Jorge Curvelo (DEM), líder da bancada governista na Câmara Municipal de Camaçari, foi um dos 17 parlamentares municipais citados na denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MP-BA), acusando-os de articular manobras fraudulentas e desviar verba pública. Em entrevista ao Bahia no Ar, avaliou como precipitada a forma como o processo foi encaminhado a Justiça.

“Nos não sabíamos o teor da denúncia. Fomos surpreendidos. Essa não é uma forma correta. Como é que o réu não sabe do que está sendo acusado? Como pode se defender?”, questionou Curvelo, que também é jurista.

“Não há como pegar um homem de bem e prender simplesmente. Um homem que não é envolvido em crime”, continuou o edil, referindo-se ao pedido de prisão preventiva do presidente da Câmara feito pelo promotor Everardo Yunes. “Não existe farra nenhuma. Estamos a cada dia aprimorando a Casa”, garantiu.

Vulgo – O fato da identificação dos vereadores ser antecedido da palavra “vulgo” no documento apresentado à Justiça pelo MP-BA também não pegou bem, do ponto de vista do vereador Curvelo. “Nós não somos marginais”, defendeu-se.

Leia também:

MP pede prisão preventiva do presidente da Câmara de Vereadores de Camaçari

“Prisão preventiva é para evitar que ele cometa novos crimes”, diz promotor sobre Oziel

Surpreendido por pedido de prisão preventiva, vereador Oziel se diz inocente

 

0 0 voto
Article Rating