Clamor por justiça marca missa de 7° Dia da morte de artista plástico em Candeias

“A gente precisa de justiça, porque precisamos chorar, precisamos descansar", declarou Marisa Marinho, filha do artista plástico Arnaldo Filho, durante a missa ocorrida na manhã desta sexta-feira (27)

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Missa ocorreu na manhã desta sexta (27) | Foto: Vanderson Nascimento/TV Bahia

A missa de 7° dia da morte do artista plástico Arnaldo Filho, em Candeias, Região Metropolitana de Salvador (RMS), reuniu amigos e familiares e foi marcada por muita comoção. Arnaldo morreu no último sábado (21), durante uma ação da Polícia Militar, quando, provavelmente, o artista teria sido confundido com um bandido. Ao tentar justificar a ação, a PM chegou a declarar que a vítima estava com uma arma na mão e a apontou na direção da guarnição, chegando a acionar o gatilho, mas o revólver falhou. A versão apresentada é duramente contestada. Todos os que o conheciam ressaltam sua índole irrepreensível e comportamento pacífico.

Artista plástico Nadinho, morto durante uma ação da PM em Candeias

Na tradicional missa de 7° dia, familiares voltam a manifestar o incômodo com a ausência de explicações e da compreensão das circunstâncias do crime. Em entrevista ao G1, uma das filhas do artista plástico, Marisa Marinho, ressaltou a necessidade da família de que a justiça seja feita. “A gente precisa de justiça, porque precisamos chorar, precisamos descansar. A Justiça precisa saber que meu pai era inocente e um homem bom”, declarou. Ele era pai de outras duas filhas e mais um rapaz.

A corregedoria da PM apura o caso e já garantiu celeridade após solicitação feita pelo prefeito de Candeias, Pitágoras Ibiapina, e dos vereadores da cidade.

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