Não é segredo para ninguém, que o ex-deputado Bira Coroa (PT) está insatisfeito, não concorda e não apoiará a candidatura da advogada Ivoneide Caetano (PT) para a prefeitura de Camaçari na eleição de 2020. Na tarde desta quinta-feira, 07, durante entrevista no programa Bahia No Ar, apresentado pelo radialista Roque Santos, o ex-deputado reafirmou seu posicionamento e pontuou que não tem nada contra a pré-candidata, porém não aceita a forma como o nome da mesma foi conduzido.

Na ocasião, Bira disse que sempre defendeu o coletivo e prezou por processos transparentes, democráticos e respeitosos, no entanto, o nome de Ivoneide, segundo o petista, surgiu “de cima para baixo” e foi imposto ao invés de discutido.

” Nunca deixei de externar a minha posição. Não sou contra o nome, mas sim a forma. Para mim o nome é secundário, primeiro vem o projeto”, disse.

O ex-deputado defendeu a união da oposição, onde todos estejam envolvidos igualmente, com compromissos e responsabilidade.

” Tenho clareza de que a eleição de Camaçari passa pela necessidade de formar uma frente de oposição, mas uma frente, onde todas as pessoas estejam envolvidas neste processo, diferente de você ter uma candidatura que surge de cima para baixo. Nós já pagamos um preço muito alto com a candidatura de Ademar”, lembrou Bira.

O petista ressaltou que o mesmo processo que ocorreu na eleição de 2012, quando o nome de Ademar Delgado foi imposto, agora está se repetindo com a indicação de Ivoneide. “Eu não defendo a política autofágica, pior ainda quando essa política é egocêntrica ou quando ela tenta conduzir a um interesse de alguém em detrimento do contexto coletivo. Precisamos realinhar a esquerda de Camaçari, realinhar a  nossa oposição, mas, a partir de um conteúdo programático”, falou.

Por fim, Bira disse que acha que ainda dá tempo de sentar, discutir e a partir daí decidir quem representa melhor o projeto e o conjunto.

” Não estou me dispondo a fazer de conta que já está resolvido, porque não está resolvido. Eu ainda acredito na possibilidade de construção de um programa coletivo que não inclua apenas os interesses do PT ou parte do PT”, finalizou.

 

 

 

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