Um homem acabou morrendo após se afogar na praia da Barra, em Salvador, nesta terça-feira (2). A vítima foi identificada como João Pedroso Brandão Filho, de 59 anos.

O corpo do mergulhador foi retirado da água pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) para adoção dos procedimentos.

O local permaneceu em isolamento até a chegada perícia. O caso é investigado pela 1º Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico). As guias periciais e de remoção foram expedidas e os laudos devem atestar a causa da morte do idoso.

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O Boletim de Balneabilidade, que alerta sobre a situação de cada praia de Salvador e Região Metropolitana, foi divulgado pelo Inema. O Boletim analisa a qualidade das águas destinadas à recreação de contato primário, ou seja, direto e prolongado, onde a possibilidade de ingestão é elevada.

Nos últimos dias, muitas chuvas caíram sobre a Bahia, e pontos específicos da faixa de areia da praia podem ser contaminadas por arraste de detritos diversos, carregados das ruas através das galerias pluviais, podendo causar doenças. Além disso, é desaconselhável, ainda em dias de sol, o banho próximo à saída de esgotos, desembocadura dos rios urbanos, córregos e canais de drenagem.

Os critérios adotados pelo Inema, para definição de cada praia, são descritos na Resolução CONAMA n.º 274, de 29 de novembro de 2000. O principal indicador microbiológico é medido pela Escherichia coli. A E. coli é uma bactéria abundante em fezes humanas e de animais, tendo, somente, sido encontrada em esgotos, efluentes, águas naturais e solos que tenham recebido contaminação fecal recente.

A amostragem é feita, preferencialmente, no dia de maior afluência do público às praias. A balneabilidade é considerada Imprópria quando a densidade de E. coli for superior a 800 UFC/100 ml, em duas ou mais amostras, de um conjunto de cinco semanas, coletadas no mesmo local ou o valor obtido na última amostragem for superior a 2000UFC/100ml.

Mesmo apresentando baixas densidades de bactérias fecais, uma praia pode ser classificada na categoria Imprópria quando ocorrerem circunstâncias que desaconselhem a recreação de contato primário, tais como: derramamento de óleo; extravasamento de esgoto; ocorrência de maré vermelha; floração de algas potencialmente tóxicas ou outros organismos e surtos de doenças de veiculação hídrica (Baseado no Art. 3º, §º1, CONAMA 274/2000).

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