A Prefeitura de Salvador informou que durante o mês de maio, o número de sepultamentos cresceu nos cemitérios em função do novo coronavírus. No mês de abril, 37 pessoas foram enterradas após morte por Covid-19, enquanto neste mês o número saltou para 241 até o dia 29 de maio.

Prevendo um aumento na quantidade de óbitos por conta da doença, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), que administra os cemitérios sob a responsabilidade do Executivo municipal, segue investindo nesses equipamentos.

Conforme planejamento estratégico da Prefeitura, a pasta já havia entregue, entre março e abril, 460 gavetas no cemitério de Brotas. Em maio, também foram disponibilizadas mais 120 no cemitério de Paripe e, no início de junho, serão ofertadas mais 480 no de Plataforma. Isso totaliza 1.060 novas vagas somente no primeiro semestre desse ano.

A Semop informou que convocou a empresa vencedora da licitação pública para a construção de mais 1.820 novas vagas. Essas já estão sendo construídas, com a previsão de entrega daqui a dois meses. Serão 1.160 novas vagas em Brotas e 660 em Plataforma. A pasta ainda diz que está em processo de credenciamento, através de convênio com outros cemitérios particulares da cidade, e dependendo da disponibilidade deles, para a aquisição de mais 1.700 novas vagas, sendo 500 gavetas, 500 covas rasas e 700 cremações. Além disso, a pasta tem um convênio firmado com o cemitério Jardim da Saudade, que disponibiliza à população 720 cremações gratuitas ao ano, o que corresponde a duas por dia. Para agendamento de sepultamento em todos os cemitérios municipais, a população deve utilizar os telefones: (71) 3322-1037/3202-5429.

Vale frisar que os sepultamentos nos cemitérios municipais podem ser feitos até as 17h. A Semop, através da Diretoria de Serviços Públicos (Dsep), adotou algumas medidas de proteção ao público em velórios nos cemitérios municipais e aos funcionários dos locais. As mudanças fazem das estratégias municipais para combate à disseminação no novo coronavírus e seguem as orientações dos órgãos de saúde.

No caso óbitos por Covid -19, o corpo sai da funerária direto para o sepultamento, sem realização de velória e nenhum cerimônia. Nesses casos, o caixão fica fechado durante todo o tempo. Os coveiros receberam orientações de como manusear o caixão durante o sepultamento.

Para os familiares que perderam entes queridos sem ter sido por conta da Covid-19, a recomendação informada no momento do agendamento é da redução do tempo da cerimônia de sepultamento para até dez minutos e com, no máximo, dez pessoas presentes. E mais: sugere que seja mantida a distância mínima de dois metros entre os presentes.

Para o secretário da Semop e presidente da Limpurb, Marcus Passos, a cidade está caminhando corretamente para o enfrentamento do coronavírus. “Estamos com um cenário de luta contra o vírus e ampliando nosso sistema funerário municipal. Com relação a equipamentos de segurança, todos nossos colaboradores da área estão protegidos contra a Covid-19”, avaliou.

A Limpurb tem realizado, uma vez por semana, a higienização completa com hipoclorito de sódio das estruturas físicas de todos os cemitérios municipais. O mesmo procedimento ocorre sempre nos dias em que ocorre sepultamento de vítimas da Covid-19. Para diminuir as aglomerações, os funcionários trabalham em regime de escala e com um número mínimo suficiente de trabalhadores para a realização dos funerais

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