Na noite desta terça-feira (2), durante o programa ‘Conectados’ (transmitido a partir das 19h pelas redes socias do Bahia No Ar), o radialista Roque Santos conversou com o pré-candidato à vereador de Camaçari, pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Tagner Cerqueira, bem como com o presidente do Democratas (DEM) em Simões Filho, David Farias. Entres os assuntos abordados, os entrevistados foram abordados sobre a atuação do presidente Jair Bolsonaro na gestão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“Na medida que  a gente vê o presidente da República como líder maior do país, uma figura que fala para o país, uma figura que orienta as pessoas, que orienta o seu povo, que ele usa as redes sociais e usa a televisão para, no início da pandemia fazer aquele enfrentamento que ele fez, de que é uma uma ‘gripezinha’, que é ‘besteira’, que ele tem que ir pra rua, o exemplo do presidente, na minha opinião, é que encoraja muita gente no Brasil a seguir esse exemplo de não usar máscara, de fazer o churrasco no fim da semana em casa, de estar se movimentando nas ruas. Então, eu acredito muito que o exemplo que o presidente vem dando ao longo dessa crise tem incentivado muitos brasileiros a seguir. Ele é a figura central do país, é ele que precisa conscientizar, dá o exemplo de um bom gestor e explicar a situação real da pandemia”, avaliou Tagner.

David Farias, de início, também frisou a postura “brincalhona” no presidente em meio a chegada do vírus que segundo atualização do Ministério da Saúde, na presente data, já matou cerca de 31.199 pessoas no país.

“É claro que o presidente deu um mal exemplo durante a gestão da crise, no sentido de que, por ele ser uma figura, liderança maior da nação, e ser uma figura de destaque que influencia o comportamento de outras pessoas, quando ele diz que é só uma ‘gripezinha’, é claro que isso afeta. As pessoas, algumas pessoas acreditam, confiam no seu presidente e, por isso, é claro que isso contribuiu negativamente . Ao mesmo tempo, o posicionamento do Brasil com relação a política externa, sobretudo, com a aproximação muito grande com os Estados Unidos e as críticas à China, que nesse momento é o principal importador dos insumos pra o combate ao coronavírus, dos respiradores, dos equipamentos proteção individual, dos testes rápidos, tudo isso provocou com que o Brasil tivesse essa dificuldade de acesso a esses aparatos pra combater o vírus”, começou David.

Em seguida, o presidente do DEM em Simões Filho censurou a atuação de ex-presidentes do país na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e frisou que “os governantes dos últimos vinte [20] anos vão ter aí responsabilidades por essa situação”.

“Mas, nós também não podemos negar que há uma deficiência histórica do nosso sistema de saúde, que o coronavírus afetou nas ações, inclusive, muito mais desenvolvidas. Os sistemas de saúde muito melhor equipados do que o nosso SUS e os últimos governantes, os governantes dos últimos vinte [20] anos vão ter aí responsabilidades por essa situação aí, porque nós temos um SUS que sempre, desde que foi criado, lá em 1988, convive com uma realidade de subfinanciamento e, hoje, esse colapso, que nós estamos vendo já em alguns locais, sobretudo, aqueles locais mais  desfavorecidos, como nós temos visto o Norte do país, Pará e o Amazonas, como tá sofrendo com esse coronavírus, já chegaram ao limite do seu sistema de saúde. Nós temos que compartilhar a responsabilidade aí com todos. É muito fácil apontar, dizer que só o presidente errou, e o presidente errou mesmo, mas é necessário que todas as forças políticas se conscientizem para o que virá no pós-pandemia, como estruturar melhor o nosso sistema de saúde para surtos como esse que está nos ocorrendo, como desastres naturais, eventos de grande magnitude”, acrescentou David.

Em contrapartida, Tagner pontuou que o PT, nas gestões dos ex-presidentes Lula e Dilma, trouxeram benfeitorias para a asdminsitração da saúde pública no país. Ele destaca o programa ‘Mais Médicos’.

“O Partido dos Trabalhadores teve muitos avanços, e avanços significativos pra saúde. Avanços do ponto de vista de todas as tentativas à chegar ao SUS. A gente sempre defende o Estado forte, não defendemos o Estado minímo, justamente agora, nessa crise, a gente vê a importância do SUS, e o PT fez um investimento muito forte na área do SUS com a criação de diversas políticas, o fortalecimento da política de chegar no lugar mais longe desse país no atendimento médico, quando naquele momento a gente criou o programa Mais Médicos, que foi um programa fantástico, que chegou realmente o atendimento médico nos lugares mais longes desse Brasil, onde muita gente não tinha se quer um atendimento médico. Então, foi um programa importante , o programa do SAMU, e todas as outras políticas públicas implementadas na gestão do governo Lula e governo Dilma. Foi no governo Temer, na PEC 241, onde congelou gastos públicos pra saúde e na educação que a gente começa a sentir”, opinou.

Para acessar esse trecho da entrevista clique aqui.

 

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