Delegada conta detalhes sobre fraude que lesou vários inscritos no MCMV em Camaçari

A delegada contou ainda que, de acordo com a apuração, os fraudadores concentraram suas ações ilícitas no ano de 2016

Em entrevista concedida ao programa Bahia no Ar, no início da tarde desta terça-feira (14), a delegada titular da 18ª Delegacia Territorial (DT – Camaçari), Taís Siqueira, revelou alguns detalhes sobre o que já foi descoberto desde o início da apuração da série de incêndios criminosos que tiveram como alvo o prédio da Secretaria de Infraestrutura de Camaçari (Seinfra) este ano.

Após confirmar que mais pessoas estão sendo investigadas por suspeita de participação no esquema de fraude que lesava inscritos no programa federal Minha Casa, Minha Vida, inclusive servidores que atuavam na Secretaria de Habitação, informações já noticiadas pelo portal Bahia no Ar, a delegada contou também que os celulares dos cinco presos durante operação conjunta entre as polícias Civil e Militar, na noite de ontem (13), foram apreendidos e encaminhados para a perícia. “Vamos solicitar que o conteúdo seja incluído como prova no inquérito”, contou Taís.

A delegada contou ainda que, de acordo com a apuração, os fraudadores concentraram suas ações ilícitas no ano de 2016. “Foi o ano chave”, descreveu, acrescentando que já encontrou, no acervo digital, algumas inscrições falsas no programa federal, o que reforça a ideia de que a intenção não era facilitar o processo de entrega do imóvel, como prometiam, mas realmente enganar as vítimas apresentando uma falsa garantia. “Provavelmente não era pra facilitar, era pra enganar. Estavam se aproveitando do sonho das pessoas, da esperança de conseguir uma casa própria”, avaliou.

Sobre a possibilidade de terem conseguido inscrever verdadeiramente alguém, bem como a quantidade de pessoas enganadas, Taís afirma que esse levantamento ainda precisa ser feito. “Não ajuda o fato de que, caso alguém tenha sido contemplado dessa forma, ele provavelmente não vai querer dizer, porque quem pagou por isso sabe que não é uma atitude correta”, observou. Mesmo assim, insistiu na orientação de que as vítimas precisam denunciar a fraude. “Quem quiser comparecer, tiver alguma prova, um cartão de inscrição, nos procure. Isso vai nos ajudar”, pede.

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