Desocupação de imóvel da Petrobras, em Salvador, deve demitir 2 mil terceirizados, afirma sindicato

Foto: Reprodução / Google Street View

A demissão de cerca de dois mil terceirizados deve ser provocada após a desocupação do Edifício administrativo Torre Pituba, da Petrobras, em Salvador. Ademais, a medida também deve custar o pagamento de uma multa contratual de R$ 1 bilhão, conforme informações do Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA).

Já os 1,5 mil concursados da estatal, que atuam na unidade, devem ser transferidos para os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

A empresa teria divulgado aos trabalhadores, de acordo com o sindicato, um calendário de três etapas de desocupação. A primeira seria em 1º de novembro, a segunda em 1° de dezembro e a terceira em 1º de janeiro. Depois disso, até junho, todo o prédio seria por fim desocupado.

Até o momento, o destino do imóvel da Torre Pituba é desconhecido. O proprietário do edifício é o Petros, fundo de pensão da Petrobras.

Com a desocupação, a estatal deve antecipar o rompimento de um contrato de 30 anos com a Petros. Com isso, deve pagar uma multa contratual estimada em R$ 1 bilhão.

A transferência dos trabalhadores concursados e demissão de terceirizados causa preocupação entre os trabalhadores e o sindicato pretende fazer uma reunião na próxima segunda-feira (16) às 16h, no Hotel Fiesta. O Sindipetro avalia adotar medidas jurídicas para tentar barrar a medida.

Investigação

A construção do edifício Torre Pituba, citada pelo Sindipetro, foi alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF), divulgada há quase um ano, em novembro de 2018.

Segundo os membros da força-tarefa, as empreiteiras OAS e a Odebrecht realizaram o pagamento de propina de pelo menos R$ 68,295 milhões ao PT e a ex-dirigentes da Petrobras e da Petros pela construção do imóvel. O superfaturamento na obra chegou a quase R$ 1 bilhão, segundo o MPF.

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