A história da jovem Eva Luana, moradora de Camaçari, que foi dada como desaparecida no dia 31 de janeiro, ganhou mais um capítulo nesta terça-feira, 19. Em uma de suas redes sociais, a jovem que é estudante de Direito, revelou que sofreu por mais de oito anos, uma série de abusos praticados por seu padrasto. Segundo Eva, a mãe dela também foi vítima dos mais diversos tipos de violência.

Em um total de cinco postagens, a jovem relata momentos de crueldade, terror e humilhação pelos quais foi submetida ao longo dos anos, a exemplo de ter que dormir na casa do cachorro, comer o próprio vômito, ser espancada de todas as formas, sair despida na rua durante a madrugada, além de ser torturada psicologicamente.

Luana conta que começou a ser violentada sexualmente aos 12 anos, logo em seguida foi obrigada a se afastar dos amigos, passou a ser perseguida pelo padrasto e até o dinheiro conquistado por ela ou a mãe, através de algum trabalho tinha que ser entregue ao agressor. A estudante afirma que sofreu diversos abortos e nunca pode ser levada ao médico para receber os devidos cuidados. A jovem disse ainda que constantemente era ameaçada de morte, para que não revelasse a ninguém, o que de fato ocorria com sua família.

No extenso relato, ela também conta que o padrasto escolheu a faculdade que ela poderia estudar, pois desta forma poderia vigia-la, além disso, ela também era obrigada a responder as provas e os trabalhos acadêmicos dele. Ele também tinha acesso a todas as senhas de plataformas digitais, emails, redes sociais e monitorava todas as suas conversas diariamente.

Ela revela que tentou o suicídio e que chegou a denunciar o agressor, porém foi obrigada a retirar a queixa, por conta disso, seu calvário só piorou com o passar do tempo. Por fim, a jovem que está sob proteção jurídica, agradece ao apoio recebido e pede que a Justiça seja feita. Eva também diz que revelou sua história, para que outras meninas na situação dela, também tenham coragem para denunciar.

O padastro de Eva Luana, foi preso na semana passada e a Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (DEAM), permanece a frente das investigações sobre o caso. Vale ressaltar que Eva Luana, foi encontrada cerca de 24 horas após o desaparecimento. Em uma primeira postagem na epoca, ela sinalizou que era vítima de abusos e que o caso havia sido denunciado.

Confira as postagens:



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