O publicitário William Marques Monteiro, filho da doadora de campanha morta há cinco anos, Almerinda Monteiro dos Santos que financiou metade da campanha eleitoral da prefeita de Candeias, Maria Maia (PMDB), voltou a frequentar a mídia.

Desta vez com mais uma BOMBA que promete sacudir Candeias.

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William (acima) em entrevista, disse que Paulo Miranda, detetive que foi preso e prestou depoimento à delegada Gabriela Macedo por suspeita de  grampo ilegal e dossiê contra políticos e empresários foi o deflagrador de uma campanha mídiatica contra ele.

Segundo William, Paulo Miranda revelou que todo o dossiê armado contra ele (William) foi comprado pela deputada federal Tonha Magalhães (PR).

Tonha foi derrotada pela prefeita de Candeias Maria Maia (PMDB) na última eleição e tenta na justiça cassar a prefeita.

A Polícia Civil, em entrevista na quinta-feira (8), revelou detalhes da prisão do detetive acusado de extorquir políticos e empresários.

Miranda estava sendo investigado desde outubro do ano passado.

Ele utilizava-se de informações bancárias e interceptação ilegal de ligações telefônicas para fabricar dossiês.

 Computadores, câmeras de filmagem, binóculos e documentos foram apreendidos e encaminhados para perícia.

Desde então, o detetive começou a ser monitorado pela polícia.

Os escritórios de Paulo Roberto Miranda, assim como casas de clientes, foram vistoriadas, em cumprimento a seis mandados de busca e apreensão.

“Identificamos dezenas de pessoas que estavam sendo ameaçadas por este investigador.

Ele tinha acesso a bancos de dados com informações privilegiadas e realizava escutas telefônicas sem qualquer tipo de autorização e acompanhamento judicial”, explicou o diretor da Coordenadoria de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil, delegado Jardel Peres.

 

 Detetive Paulo Miranda à Esquerda

Pessoas que tiveram acesso à informações do interrogatório disseram que o detetive não esclareceu muita coisa.

Contudo, ele revelou que contribuiu com Marconi Sousa ex-atarde, passando informações sigilosas.

Dentro do Interrogatório o detetive Paulo Miranda revelou a policia, segundo William que a deputada federal Tonha Magalhães (PR) encomendou a ele (Miranda) um dossiê com informações e documentos contra a prefeita Maria Maia e contra o publicitário William Monteiro.

 

William disse que logo “após o depoimento que dei em Candeias, eu decidir não dar mais entrevistas.

Procurei o secretário de segurança pública da Bahia e assumir o meu erro.

Disse ao secretário que um erro não encobre o outro, mas que ele investigasse o detetive Paulo Miranda o qual considero um marginal, pois eu sabia que o dossiê tinha sido feito por Miranda”.

Mas ainda não sabia quem tinha comprado.

 O publicitário revela que teve um encontro meses depois com o mesmo: “Quando foi um dia eu o encontrei na feira do peixe e perguntei: Paulo, porque você fez isso comigo? Ele disse que tinha sido contratado e não me deu mais informações”.

Logo após William encaminhou ao secretário um oficio com as informações prestadas por Miranda.

O Secretário de Segurança designou a delegada Gabriela Macedo para as investigações relativas ao caso de acordo com William.

Segundo informações apuradas pelo RMS NOTICIAS a investigação que foi concluída agora começou à seis meses atrás, tempo que o publicitário alega ter solicitado a investigação.

William disse que “o cerco foi se fechando, apesar de que acho que ele tem costa quentes, pois o primeiro pedido de busca e apreensão foi negado pelo Juiz”.

Para William, Miranda tem um alto nível de influência.

Depois desse primeiro pedido, Willam Monteiro juntou mais provas e documentos do dossiê e da fraude denunciada contra ele.

  Só depois disso, diz o publicitário é que o pedido de prisão e apreensão foi aceito.

 O fato novo é que na oitiva à delegada Gabriela, Miranda revelou que “foi contratado pela deputada federal Tonha Magallhães (PR) para fazer o dossiê” William disse que Miranda afirmou “claramente que foi contratado pela oposição e pela deputada Tonha Magalhães”.

Deputada Tonha Magalhães (PR)

O diretor da Coordenadoria de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil, delegado Jardel Peres ressaltou ainda que mais pessoas estão envolvidas e que os contratantes do serviço também serão ouvidos.

A confirmar a denúncia de William a deputada Tonha Magalhães será ouvida em breve: “Estará incluso no inquérito o nome de todas as pessoas que facilitaram informações e também das que solicitaram o serviço do detetive particular”, esclareceu Peres.

William desabafou: “Tornei isso público, porque fui invadido por um dossiê montado em cima de mentiras e que criou uma situação desfavorável para mim.

Um dossiê falso que visava me destruir”.

Segundo o publicitário as tentativas de envolvê-lo chegou ao absurdo: “Me envolveram até com Rubem Dário.

As provas são falsas, escutas telefônicas falsas”.

Perguntado quais pessoas importantes estavam envolvidas nas declarações de Miranda, Willian Monteiro disse: “Tem muita gente importante no meio, políticos de Candeias e até bancos importantes.

As perguntas foram direcionadas e ele confirmou”

William se disse triste com políticos envolvidos e ao se referir a eles e a Tonha Magalhães disse: “O político não pode se envolver com esse tipo de coisa, pois isso mostra quanta maldade existe no coração de uma pessoa como essa.

Eu assumi meu erro.

Fiquei triste e só vou sossegar até as pessoas envolvidas serem presas.

Foi um tsunami em minha vida feita por Miranda”.

 

Instado a falar sobre a posição da deputada ele disse: “A deputada tem de se explicar, e a justiça vai dizer quem tá certo ou não”.

Ele ameaça “Não adianta mentir, pois a justiça grampreou todas as ligações” Em tom de revanche desabafou: “O pau que dá em Chico dá em Francisco também”, se referindo a exposição que teve sua vida após as denuncias.

O Publicitário disse ainda que “Tonha tem de se explicar.

Tinha empresas no meio” E colocando mistério revelou “Tem um cidadão envolvido que se chama Al-Capone” deixando em aberto a explicação.

Procurado na manhã de hoje, a deputada Tonha Magalhães não foi encontrada para falar sobre as denúncias.

Seus celulares estavam desligados.

Entramos em contato com o celular do seu filho deputado Junior Magalhães (DEM) que também se encontrava na caixa de mensagem.

Sobre o caso.

Almerinda Monteiro dos Santos tem registro de ambulante na Secretaria da Fazenda do estado e aparece como doadora de R$ 266 mil, ou 44% dos R$ 604 mil arrecadados.

Uma certidão de óbito emitida pelo estado da Geórgia, Estados Unidos, onde mora a filha dela, confirma sua morte em 6 de junho de 2004.

 O caso descortina a fragilidade na fiscalização dos repasses financeiros a campanhas.

O processo corre a mais de um ano na justiça de Candeias.