Exportações mantém expansão em maio e chegam a us$ 2,9 bilhões

Câmbio e produtos como soja, metalúrgicos, derivados de petróleo, automóveis ajudaram na expansão

Porto de Aratu é importante canal de escoamento da produção baiana

As exportações baianas tiveram crescimento de 15,1% sobre o mesmo mês do ano passado e alcançaram US$ 704,7 milhões em maio. Com o resultado, as vendas externas da Bahia passaram a acumular US$ 2,9 bilhões e crescimento de 1,5% no ano, o primeiro desde fevereiro de 2014.  Os dados foram analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan).

Ainda de acordo com a SEI, mesmo com preços médios 20% inferiores aos praticados no ano passado, as vendas externas passaram a ter maior dinamismo com o novo patamar cambial, possibilitando a segmentos importantes da indústria como o petroquímico, metalúrgico e automotivo apresentarem melhora no volume de vendas ao exterior quando comparadas ao desempenho do ano passado.

Em maio, o volume físico de produtos exportados pelo estado cresceu 43,8%, puxados pelo crescimento de 35,2% nos embarques de soja; 147% no de produtos metalúrgicos, principalmente ferroligas; 130% nos derivados de petróleo; 44,3% nos automóveis e 29,6% nos produtos químicos/petroquímicos. No acumulado do ano, o quantum exportado pela Bahia registrou crescimento de 20,1%.

O câmbio favorável foi responsável pela melhora substancial das vendas de manufaturados para os EUA e América Latina. As exportações para os EUA cresceram até maio 28,3%, com boa parte deste aumento puxado pelas vendas de pneus, gasolina e petroquímicos. Já para a América Latina além do câmbio, os acordos automotivos têm ajudado a Bahia a vender mais carros para a Argentina e Chile, químicos para Colômbia e papel e calçados para o Peru.

As importações também voltaram a crescer pelo segundo mês consecutivo. Em maio, as compras externas totalizaram US$ 647,4 milhões, com crescimento de 18% sobre maio do ano anterior. Exceto os bens de consumo, mais sensíveis ao aumento do dólar, todas as demais categorias registraram crescimento, com destaque para combustíveis com aumento de 55,5% (nafta, gás) e bens intermediários (26%), com destaque para o minério de cobre, cacau e fertilizantes.

Os bens de capital também registraram crescimento pequeno de 0,34%, após onze meses de queda constante. Automóveis de carga e máquinas e equipamentos para a indústria eólica puxaram as compras no setor. Os resultados positivos em abril e maio contudo, ainda não reverteram a queda de 32% nas importações no acumulado do ano, impactado pela baixa atividade econômica interna.

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