Filho faz apelo por mãe idosa que está entubada no HGC precisando fazer hemodiálise, mas médicos não emitem boletim

Luiz Carlos é filho de Hilda Andrade Miranda. (Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal)

Durante a segunda edição do programa Bahia No Ar (transmitido pela Rádio Sucesso 93.1), desta terça-feira (7), um ouvinte fez um apelo direcionado a mãe dele, Hilda Andrade Miranda, de 80 anos, que está entubada no Hospital Geral de Camaçari (HGC). Segundo ele, os médicos disseram, por meio de uma ‘conversa informal’ (sem emitir relatório técnico), que para sobreviver, a idosa precisa fazer hemodiálise (tratamento que consiste na remoção do líquido e substâncias tóxicas do sangue, como se fosse um rim artificial).

Entenda o caso

O ouvinte, que se identificou como Luiz Carlos, atualmente reside em Camaçari, ele é natural de Itatim, região intermediária à cidade de Santo Antônio de Jesus, na Bahia. A mãe dele ainda vive lá, mas havia sido transferida para o Hospital do Subúrbio, em Salvador, onde ficou internada por um determinado tempo. Segundo explicou Luiz, Hilda, teve alta da uidade na quinta-feira e ao chegar na residência passou mal novamente.

A idosa foi levada à uma consulta com um médico clínico da rede privada de Camaçari, e após atendimento, o profissional atestou que Hilda tem problemas renais. Com a guia passada pelo médico em mãos, Luiz foi com a mãe para o HGC.

“Ela foi transferida pro [Hospital] do Subúrbio, passou um tempo no Subúrbio, acredito que por negligência eles deram alta na quinta-feira [2]. Quinta feira chegando [em casa], minha mãe não conseguia urinar e, com isso, nós levamos em um clínico particular e ele determinou que eram problemas renais. Ele deu a guia e a gente foi pro HGC, aqui de Camaçari, e chegando lá eles acataram, pegaram ela, já levaram pra sala vermelha e entubaram”, conta.

A partir daí, se deu início o drama da família. Luiz pontuou que a mãe precisa fazer hemodiálise, mas a informação está sendo passada informamente, ou seja, ela não consta no boletim médico da paciente.

“Até agora eles passam o boletim dizendo que é pra gente pegar o boletim às quatro [16h] da tarde, a gente chega às quatro [16h] da tarde e eles vão dar o boletim às sete horas [19h] da noite e não fala corretamente o que é que está acontecendo. Os médicos chega pra gente e fala que ela só precisa fazer hemodiálise, ‘a gente não garante que vai dar vida a ela, mas a possibilidade dela viver é só essa forma’. Então, ela precisa fazer hemodiálise pra que tire o líquido que tá retido, a barriga dela tá inchada, os pés estão inchados. Então, fazendo isso, há possibilidade dos rins voltar a funcionar, só que até agora é o maior descaso lá no hospital”, revelou.

“Ontem [segunda-feira (6)], eu falei com a assistente social e nem consta no relatório da assistente social que o problema dela é renal. Aí, resultado, como o filho que sou não quero perder minha mãe, que tem oitenta [80] anos. Acabei fazendo um escândalo lá, pra ver se eles resolviam, mas não não adiantou. Se ela tiver que vir a falecer, Deus levá-la, mas que faça pelo menos o possível, é só isso que a gente quer”, acrescentou o homem.

O BNA segue acompanhando o caso e, inclusive, entrou em contato com a direção do HGC para buscar respostas ao caso.

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