Financiamentos de veículos apresenta aumento; aplicativos de transporte estão associados ao cenário

Foto:Reprodução

Os aplicativos de transporte como Uber, 99 e Cabify estão associados ao aumento de financiamentos de veículos, que no primeiro semestre deste ao cresceu cerca de 9,1% em comparação com o mesmo período de 2018, segundo levantamento da B3, que opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG). Os financiamentos possibilitaram a compra de 2,87 milhões de unidades, sendo que 1,06 milhão são veículos novos – aumento de 9,7%. Os usados totalizaram 1,81 milhão de unidades, uma alta de 8,7%.

De acordo com a coordenadora da graduação em Economia do Instituto de Ensino e Pesquisa, Juliana Inhasz, o mercado criado pelos aplicativos têm funcionado como alternativa de emprego, bem como renda extra para muitas pessoas. “Muita gente que fica desempregada enxerga no setor de transportes uma alternativa de renda e para isso precisa de um automóvel”, ressalta.

O crescimento promovido por investimentos em automóveis, comprados ou alugados, para fazer o transporte de passageiros já vem sendo observado desde o ano passado, de acordo com o economista chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento, Nicola Tingas.

Contudo, o economista destaca que esse crescimento não significa um aquecimento do mercado de consumo, mas um investimento dos que pretendem trabalhar nesse sistema. “Para mim, esse tipo de financiamento indireto via Uber não é um consumo. Ele não comprou um carro para uso pessoal ou para lazer”, pontua.

Nesse sentido, de compras de veículos como ferramenta de trabalho, também vai o aumento das compras de caminhões, que representaram a maior expansão percentual no período. Nos primeiros seis meses de 2019 foram financiadas 128,8 mil unidades de veículos pesados, uma alta de 23,47% em relação ao primeiro semestre de 2018.

Para finalizar, Juliana Inhasz acredita que apesar das notícias animadoras serão necessários, aproximadamente, seis anos para que a indústria automobilística retorne ao mesmo patamar que teve antes da crise.

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