O vereador licenciado Genivaldo Lima, da cidade de Simões Filho, declarou nesta segunda-feira (26) que se sentiu injustiçado pelo seu líder político, prefeito Dinha Tolentino (MDB). Segundo conta Genivaldo, ele se afastou da presidência do Democratas a pedido do gestor em 2019, sendo substituído por David Farias (DEM). Na convenção em que o novo presidente foi eleito, Genivaldo não esteve presente.

A seu ver, não houve sentido afastá-lo da liderança e manter o vice-prefeito Sid Serra como presidente do PSDB na cidade. Ao Bahia No Ar, ele revela qual foi sua reação ao pedido de Dinha: “Eu falei assim ‘aceito, mas não entendo'”. Mesmo ocupando o cargo de secretário de Meio Ambiente, Genivaldo não economiza nas críticas e parece não temer deixar a chefia da pasta.

“Se ele quiser me exonerar não tem problema, eu aceito. Caso o prefeito entenda hoje ou amanhã que deve me exonerar, eu volto a ser o que eu sou: vereador”, destacou, afirmando ainda que, diferente de outros colegas do grupo político, ele demonstra seus descontentamentos diante do prefeito. Questionado sobre quem seriam os que criticam as decisões de Dinha Tolentino pelas costas, o secretário preferiu não citar nomes.

Durante a entrevista, Genivaldo também fez questão de ressaltar suas contribuições para o projeto político do gestor municipal de Simões Filho. O vereador garante que contribuiu muito mais para que Dinha ascendesse ao poder do que o contrário.

“Quando eu ganhei pela primeira vez as eleições, quase todo mundo abandonou Dinha, porque Eduardo [Alencar] era a bola da vez. Inclusive nosso amigo Orlando [de Amadeu] foi pra Eduardo na época. Já nós, permanecemos lá, firmes e fortes. Quem é que faz isso?”, relembra, aproveitando para alfinetar o colega de parlamento, forte aliança do prefeito e da deputada Kátia Oliveira (MDB) no município.

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