Mapa Racismo: Em nove meses, o aplicativo já registrou 117 denúncias

Foto: Reprodução (Gabriel Gonçalves / G1-BA)

O aplicativo Mapa do Racismo já registrou de novembro de 2018, quando foi lançado, até agosto de 2019 cerca de 117 denúncias; destas, 48 de racismo, 47 de intolerância e 22 de injúria racial. Os dados foram disponibilizados na quinta-feira (22), pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). As denúncias foram distribuídas para apuração por promotores de Justiça.

Sobre o aplicativo

O ‘Mapa do Racismo’, do MP-BA, é uma iniciativa implantada pelo Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação (Gedhdis) e pelo Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (Caodh).

A ferramenta é gratuita e o download pode ser feito em dispositivos dos sistemas android ou iOS.

Foto: Reprodução / MP-BA

Estatisticamente, Salvador é a capital brasileira mais negra do Brasil. Com base nos dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2017, 82,7% da população soteropolitana se declara como não branca, sendo 36,5% pretos e 45,6% pardos.

O aplicativo foi criado a partir da necessidade de identificar as áreas onde os casos acontecem com mais frequência, para que sejam tomadas medidas educativas de prevenção e correção na área. O aplicativo é a primeiro do tipo no país, que tem média de 55,4% da população negra.

Premiações

O aplicativo já conquistou o primeiro lugar no Prêmio do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), na categoria “Comunicação e Relacionamento”.

A ferramenta também foi a vencedora entre todos os primeiros colocados das demais categorias da premiação nacional, recebendo o inédito prêmio de “Mérito e Afeto” como o projeto mais curtido entre outros 1.130 inscritos por unidades do Ministério Público de todo o país.

A entrega da premiação aconteceu na cerimônia de abertura do 10º Congresso de Gestão do Ministério Público, na manhã da quinta-feira (22), em Brasília.

A procuradora-geral de Justiça da Bahia, Ediene Lousado, e a idealizadora do aplicativo, promotora de Justiça Lívia Santana e Sant’Anna Vaz, receberam os dois troféus, entregues pelo conselheiro Sebastião Caixeta, presidente da Comissão de Planejamento Estratégico do CNMP.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*