Moro afirma que ‘não há uma situação de absoluta desordem nas ruas’ do Ceará

Foto: Reprodução / Thiago Gadelha - SVM

Nesta segunda-feira (24) o ministro da Justiça, Sergio Moro, destacou que, apesar de o Ceará ter registrado um aumento nos crimes violentos, “não há uma situação de absoluta desordem nas ruas”. Moro disse ainda que as Forças Armadas estão no Ceará, temporariamente, até que a paralisação de parte da Polícia Militar seja resolvida.

“As forças estão aqui subsidiariamente pra atender a uma situação que nós entendemos ser temporária e que deve ser resolvida brevemente. Existe um indicativo de aumento de alguns crimes mais violentos, mas não há uma situação de absoluta desordem nas ruas. As pessoas estão nas ruas, nós circulamos nas ruas. Não existem, por exemplo, saques a estabelecimentos comerciais, nem nada disso. A situação está sob controle”, pontuou.

Sergio Moro participou de uma reunião para acompanhar o andamento da operação de Garantia da Lei e da ordem (GLO) no Ceará, em companhia do governador Camilo Santana, bem como dos ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e da Advocacia-Geral da União, André Luiz Mendonça.

Situação no Ceará

Com a  paralisação da PM, foi registro um um aumento significativo no número de mortes violentas no Ceará. Entre a quarta-feira (19) e o domingo (23), aconteceram 147 homicídios no estado, conforme dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSPDS).

Com mais de 70 mortes somadas, a sexta-feira (21) e o sábado (22) foram os dias mais violentos do estado, desde 2012, ano que havia marcado a última paralisação de PMs na região.

Em 2020, antes do motim, a média de assassinatos era de seis casos por dia no estado.

Força Nacional e o Exército

Devido a crise na segurança do estado, a Força Nacional e o Exército passaram a atuar na cidade de Fortaleza. Presentemente, a segurança no estado é reforçada por cerca de 2,5 mil soldados do Exército e 150 agentes da Força Nacional.

Moro assegurou que o envio da GLO e da Força Nacional, além de representar uma intensificação de segurança, é também uma medida de “garantir a tranquilidade e segurança da população”.

Nesta segunda-feira o motim de policiais militares no Ceará chegou ao 7º dia. Pelo menos três batalhões de Fortaleza e da região metropolitana seguem ocupados por grupos de amotinados.

Punição

Até a noite de domingo (23), mais de 200 agentes de segurança haviam sido afastados por participações nos atos e 37 foram presos por deserção. No total, 230 policiais foram afastados por envolvimento no motim, com a instauração de Processos Administrativos Disciplinares (PADs) pela Controladoria Geral de Disciplina (CGD).

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