A  família do garoto Miguel Pereira Santos, de 10 anos, concedeu entrevista ao Bahia no Ar esta semana e trouxe um relato de fé e de perdão ao motorista que atropelou o filho. O acidente, em princípio, deu-se após o garoto cair do ônibus escolar, no Centro de Simões Filho, no dia 31/10.

A mãe de Miguel, Ruana Cruz Fidelis, confirmou que a morte dele foi revelada na igreja que o casal congrega.  “O senhor havia falado conosco”, declarou a mãe. Mas é também na fé que ela se agarra para se consolar da dor. “Nós temos conhecimento do que ele foi pra gente. Ele era pequeno, mas ele teve grandeza, eu sei tudo que ele construiu. Nosso coração se alegra com essa fé. Eu creio que meu filho foi arrebatado e não morto. Mas com essa tragédia ganhamos várias famílias espirituais”

O pai do garoto, também Miguel Fidelis, contou como foi o encontro com o motorista. “A gente colocou no coração que a gente tem que perdoar ele.  A única coisa que ele disse é que foi tudo muito rápido. Ele disse que só viu as pessoas baterem no carro e no mesmo instante já queria pegar ele e ele correu. Ele não viu nem o Miguelzinho tentando entrar no carro”, relatou o pai do garoto.

A entrevista se deu após a família ter ido a 22ª Delegacia Territorial de Simões Filho, no Ponto Parada. “Fomos à delegacia hoje e nada foi feito”, relatou o pai do  garoto que também se chama Miguel durante entrevista. Passada a primeira semana, Miguel, o pai diz que a família está “tentando viver a vida um dia de cada vez, porque perda de um filho é sempre uma dor imensa”.

Apoio

A família do garoto relata que tem sido consolada pelos familiares, parentes, mas também pelas pessoas que viram falar, ou leram sobre o atropelamento. “Recebemos muitas mensagens de solidariedade, e críticas. Mas essas a gente esquece e fica com quem se coloca em nosso lugar”, referindo-se também aqueles que criticaram o comportamento da criança que teria pongado no escolar. Algo que ainda não foi confirmado, pois o laudo ainda não foi concluído.

Miguel tinha dez anos, fazia 5º ano do fundamental. Além disso, estudava inglês e fazia natação. A mãe relatou que os professores de todos os ambiente que ele estudava estão dando apoio e consolo aos familiares e reiterando o bom comportamento do menino. O enterro de Miguel foi acompanhado de populares e autoridades políticas da cidade, como o prefeito Diógenes Tolentino.

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