De acordo com informações passadas nesta quinta-feira (28), pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), a taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para pacientes diagnosticados com o novo coornavírus (Covid-19) caiu em Salvador. Na ocasião, o gestor da capital baiana participava da inauguração de um restaurante popular no bairro do Pau da Lima.

Atualmente, segundo Neto, a taxa de ocupação dos leitos de UTI em Salvador é 76%; tendo em vista que, o índice já chegou a ser de 88%.

“Estamos vivendo a semana com isolamento social mais eficaz desde o início da pandemia. Ontem conseguimos registrar uma leve queda na taxa de ocupação dos leitos de UTI, o que é uma boa notícia. Ao longo da semana conseguimos incluir uma quantidade importante de novos leitos. Fechamos o dia com 76% de ocupação. Esse número já chegou a 88%. Há uma semana não conseguíamos reduzir de 80%”, salientou o prefeito.

No entanto, mesmo com a redução, Neto reforçou que não houve decréscimo no número de pessoas internadas com a Covid-19 e em estado grave.

“Esse índice atual não dá conforto. Consideramos que 76% é muita coisa. Conforto teremos depois que essa taxa cair para menos de 60%. Mas já é uma vitória”, enalteceu.

Conforme ele explicou, o que aconteceu foi o aumento de leitos disponíveis, por exemplo, com a inauguração do Hospital Sagrada Família, em Monte Serrat. Na próxima semana, o Hospital de Campanha da Arena Fonte Nova deve ser inaugurado. O novo equipamento contará com 100 leitos de UTI e outros 140 de enfermaria.

“Essa queda na taxa de ocupação é consequência de abertura de novos leitos, não na redução de novos casos graves de pessoas que precisam de terapia intensiva. Só teremos conforto quando houver redução no número de pessoas que precisam de leitos. O controle está se dando exclusivamente pela abertura de novos leitos, o aumento da oferta. Precisamos diminuir a demanda. Temos ainda 67% na taxa de ocupação dos leitos clínicos e 79% de ocupação na rede particular”, disse.

Ademais, Neto foi além e garantiu que, mesmo com essa abertura diária de novos leitos, bem como com a previsão de inauguração do Hospital de Campanha da Arena Fonte Nova para a próxima semana, a projeção da prefeitura é que a saturação do sistema de saúde na capital baiana ocorra na próxima semana.

“No dia 4 de maio fiz uma apresentação projetando o que esperávamos para o mês. Havia possibilidade de colapso no sistema de saúde para os dias 14 e 20. Vencemos o mês de maio. Não houve colapso. E não haverá em maio. As datas agora estão postergadas para o mês de junho. Pode haver colapso no dia 1º de junho para leitos clínicos, com déficit de 34 leitos, e 3 de junho para os leitos de UTI, com déficit de 13 leitos. Tenho a firme esperança de que não vai acontecer. Vamos continuar vencendo os números, vencendo a curva. Os óbitos que estavam previstos, de 890 para o dia 4 de junho, agora a previsão é que cheguemos com a metade, ou pouco mais da metade”, começou.

“Graças a Deus conseguimos hoje começar melhor o dia, com apenas nove pacientes aguardando regulação nas UPAs. Tudo isso é uma primeira vitória, uma primeira conquista. Pode nos permitir, com rigor, autorizar alguma coisa no dia 1º, como hoje autorizei as panificadoras. Mas não pode ser a senha para que as pessoas achem que está tudo resolvido. Teremos um mês de junho muito difícil”, acrescentou.

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