PGR denuncia desembargadores e juízes por suposta venda de sentenças no TJ da BA

Foto: Divulgação

Nesta terça-feira (10), a Procuradoria Geral da República denunciou quatro desembargadores, três juízes de primeira instância e mais oito pessoas, todos suspeitos de envolvimento em provável esquema de vendas de sentenças relacionadas à grilagem de terras no oeste da Bahia. Eles foram acusados dos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro e o caso é apurado na Operação Faroeste.

Por decisão do relator do caso no Superior Tribunal de Justiça, ministro Og Fernandes, seis magistrados já estão afastados de seus cargos.

Agora, caberá a Og Fernandes notificar os acusados para apresentarem defesa e depois levar à denúncia à Corte Especial do STJ, que decidirá se eles viram ou não réus em uma ação penal.

De acordo com a denúncia, existem indícios da existência de uma organização criminosa que operou entre os anos de 2013 e 2019, e que tem como principal operador Adaílton Maturino dos Santos.

Os denunciados foram os desembargadores: Maria da Graça Osório Pimentel; José Olegário Monção Caldas; Maria do Socorro Barreto Santiago; e Gesivaldo Nascimento Britto.

Os juízes de Primeira Instância são: Sérgio Humberto de Quadros Sampaio; Marivalda Almeida Moutinho; e Márcio Reinaldo Miranda Braga.

Já os supostos operadores e beneficiados são: Antônio Roque do Nascimento Neves; Júlio César Cavalcanti Ferreira; Karla Janayna Leal Vieira; Adailton Maturino dos Santos; Márcio Duarte Miranda; Geciane Souza Maturino dos Santos; José Valter Dias; e Joílson Gonçalves Dias.

Outras pessoas que não foram denunciadas seguirão sendo investigadas, segundo a PGR.

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