Prisão de Temer é destaque na imprensa internacional

Além de Temer, o ex-ministro Moreira Franco (Minas e Energia) também foi preso.

A prisão do ex-presidente Michel Temer na manhã desta quinta-feira, 21, ganhou destaque na imprensa internacional. Meios de comunicação de diversos países repercutia notícia.

Conforme o Estadão, a ação de hoje é decorrente da Operação Radioatividade, investigação que apurou crimes de formação de cartel e prévio ajustamento de licitações, além do pagamento de propina a empregados da Eletronuclear. O ex-ministro Moreira Franco (Minas e Energia) também foi preso.

A britânica BBC diz que “o ex-presidente brasileiro Michel Temer foi preso como parte de uma ampla investigação sobre corrupção”. A emissora também relatou que a polícia tentava localizar o ex-presidente desde a quarta-feira e que Temer nega qualquer a participação em qualquer irregularidade.

O jornal norte-americano The New York Times relatou a prisão de Temer e citou que ela ocorre menos de um ano após a prisão de outro ex-presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Lula foi preso em abril de 2018.

Já o diário argentino La Nación relatou que a Operação Lava Jato “voltou a sacudir o Brasil com uma nova detenção de alto impacto”, ao referir-se ao ex-presidente Temer. Citando fontes locais, o jornal diz que Temer foi preso com base na declaração do operador do MDB, Lúcio Funaro. No momento da publicação da notícia, La Nación disse que ainda era procurado o ex-ministro Eliseu Padilha.

O Clarín também destacou a prisão de Temer e informou em sua nota que trata-se de uma operação autorizada pelo juiz federal Marcelo Bretas. O diário diz que a prisão se deu no contexto da Operação Lava Jato, a mesma que condenou o ex-presidente Lula a mais de 12 anos de prisão. O diário também cita a delação de Funaro para explicar a motivação da prisão de Temer.

O principal jornal espanhol, El País, destacou em seu site a prisão de Temer por vinculação ao escândalo de corrupção investigado pela Lava Jato, “que já encarcerou outro ex-presidente, o esquerdista Lula”.

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