‘Racista, misógino e violento’, diz candidato de oposição na Argentina sobre Bolsonaro

Alberto Fernández, pré-candidato na chapa em que Cristina Kirchner é vice. (Foto: Reprodução / Agustin Marcarian - Reuters)

Na segunda-feira (12) o presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi fortemente criticado pelo candidato da oposição de centro-esquerda à presidência da Argentina, Alberto Fernández. Segundo Alberto, Bolsonaro é “racista, misógino e violento”.

As declarações de Fernández foram feitas durante entrevista ao programa “Corea del Centro”, da emissora Net TV, horas após Bolsonaro ter dito que o Brasil poderia ver uma onda de imigrantes fugirem da Argentina se políticos de esquerda vencerem as eleições presidenciais de outubro.

Entretanto, apesar de estar em lados (políticos) opostos à Bolsonaro, Alberto Fernández disse que a relação que pretende ter com o Brasil pode ser denominada de “esplêndida”.

“Com o Brasil, teremos uma relação esplêndida. O Brasil sempre será nosso principal sócio. Bolsonaro é uma conjuntura na vida do Brasil, como Macri é uma conjuntura na vida da Argentina”, pontuou.

“Agora, em termos políticos, eu não tenho nada a ver com Bolsonaro. Comemoro enormemente que fale mal de mim. É um racista, um misógino, um violento…”, completou Fernández.

Quem também foi lembrado negativamente por Alberto durante a entrevista, foi o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para ele, Trump é um bom líder para seu país, mas não para o mundo.

No domingo (11), o “Frente de Todos”, de Fernández, que tem como candidata a vice a ex-presidente Cristina Kirchner, obteve uma esmagadora vantagem sobre o atual presidente liberal Mauricio Macri (apoiado por Bolsonaro) nas eleições primárias do país.

Eles conseguiram 47,66% dos votos contra 32,09% do “Juntos pela Mudança”, de Macri.

Embora ainda faltem dois meses para as eleições gerais, que acontecerão em outubro, as primárias são vistas como um levantamento preciso do que pode acontecer na presidência da Argentina, onde uma crise econômica afetou a imagem de Macri no último ano e revitalizou o peronismo de oposição.

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