A reconstituição da morte do miliciano Adriano da Nóbrega, que aconteceu no dia 9 de fevereiro deste ano, durante confronto com policiais militares na zona rural da cidade de Esplanada, será realizada pela Polícia Civil da Bahia.

No entanto, conforme destacou ao G1 a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), ainda não há previsão de quando a reprodução simulada será, de fato, executada; o motivo é a crise sanitária provocada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

O miliciano, que era mais conhecido como Capitão Adriano, foi alvo de um mandado de prisão expedido em janeiro do ano passado. Ele era considerado foragido, até de ser encontrado na cidade baiana onde aconteceu o óbito.

Na época em que foi morto, a SSP-BA disse que Adriano era suspeito de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista dela Anderson Gomes, em março de 2018. Entretanto, o nome do miliciano não consta do inquérito que investiga a morte da parlamentar e de seu funcionário.

Ainda na época da morte de Adriano, a SSP-BA ressaltou que ele foi encontrado no imóvel por equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Litoral Norte e da Superintendência de Inteligência (SI) da SSP-BA. O imóvel é um sítio de um vereador do PSL de Esplanada.

A secretaria assegura que, no momento do cumprimento do mandado de prisão, Adriano acabou resistindo com disparos de arma de fogo e foi ferido. Ele chegou a ser socorrido e levado a um hospital da região, mas não sobreviveu.

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