Por meio das redes sociais o presidente do instituto Luiz Gama e doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Silvio Almeida, assegurou que o novo presidente da Fundação Palmares, Sérgio Nascimento de Camargo, “não é um irmão” e que “negros não devem concordar entre si apenas pelo aspecto racial”.

Segundo Silvio, não só os negros, mas toda a sociedade brasileira tem que se indignar com a nomeação de Camargo para um órgão que tem como objetivo defender e impulsionar a cultura afro-brasileira.

O advogado também defendeu que é “dever de pessoas brancas, verdadeiramente antirracistas, discutirem como o racismo que as privilegia tornou possível a aberração política que hoje toma conta da Fundação Palmares”.

Por fim, Silvio Almeida destacou que o atual governo de Jair Bolsonaro trabalha contra a “cultura negra e, consequentemente, a cultura popular brasileira”.  E seguiu: “Esperar algo da Fundação Palmares neste contexto é equivalente a esperar do ministro da economia sensibilidade social, do ministro da justiça respeito às garantias constitucionais e do ministro da educação…educação”, acrescentou.

Sobre Sérgio Camargo

Sérgio Camargo, novo presidente da Fundação Palmares, é um militante de direita que defende que não existe “racismo real” no país e que a escravidão foi “benéfica para os descendentes”, além de propor o fim do movimento negro e atacar diversas personalidades negras, a exemplo da professora e filósofa socialista estadunidense, Angela Davis; da vereadora Marielle Franco, assassinada no dia 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro; da atriz Taís Araújo e seu marido, o também ator Lázaro Ramos.

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