Simões Filho é a quarta cidade que mais mata no Brasil e primeira na Bahia, diz estudo

Foto: Divulgação

Simões Filho é a quarta cidade brasileira mais violenta. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), através do “Atlas da Violência – Retratos dos Municípios Brasileiros”, de 2017, Simões Filho apresentou cerca de 119,9 homicídios para cada 100 mil habitantes. O estudo, que analisou 310 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, mostra também que além de Simões Filho, mais cinco cidades baianas estão na lista das 20 mais violentas do país, com mais de 100 mil habitantes.

Comparado ao Atlas da Violência publicado ano passado, referente a 2016, o município desceu uma posição no ranking brasileiro. Em 2018, Simões Filho era considerada a terceira cidade que mais mata no Brasil.

Entretanto, na Bahia, Simões Filho voltou a assumir o topo das cidades baianas mais violentas. No ano passado, o município havia perdido a liderança para Eunápolis, no Sul do estado, que neste ano caiu para a  5ª posição na Bahia e a 20ª no Brasil, com 82,8 mortes para cada 100 mil habitantes.

Clique aqui para ter acesso ao levantamento completo.

Em 2018, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) emitiu uma nota afirmando que o Atlas era falho.

“Os dados do Atlas da Violência, divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, não refletem, efetivamente, a realidade da segurança pública no País, porque utilizam exclusivamente o banco de dados do Datasus. Esse banco de dados é alimentado pelas secretarias municipais de saúde que, por sua vez, fornecem o local de residência da vítima, e não do local de ocorrência do crime.

VEJA NA ÍNTEGRA A NOTA de 2018 DA SSP-BA:

Os dados do Atlas da Violência, divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, não refletem, efetivamente, a realidade da segurança pública no País, porque utilizam exclusivamente o banco de dados do Datasus. Esse banco de dados é alimentado pelas secretarias municipais de saúde que, por sua vez, fornecem o local de residência da vítima, e não do local de ocorrência do crime.

Na avaliação da Secretaria de Segura Pública da Bahia (SSP), é um equívoco utilizar a análise de saúde pública fornecida pela Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) como fonte para discutir o tema da violência no país.

A Secretaria de Segurança Pública esclarece que as taxas de Crimes Violentos Letais Intencionais (homicídio, latrocínio e lesão corporal dolosa) nos municípios baianos foram de 96,3, em Eunápolis; 85,4, em Simões Filho; 66,3, em Lauro de Freitas; e 64,4, em Porto Seguro. Diferentemente do apresentado pelo Fórum, a contabilidade não inclui as ocorrências de legítima defesa, de criminosos mortos em confronto com a polícia e de mortes a esclarecer.

Em 2017, na Bahia, foram presos aproximadamente 25 mil criminosos, com a contratação, nos últimos três anos, de 6,4 mil policiais e com a continuidade do esforço conjunto e concentrado para combater a violência no estado baiano.

A pesquisa realizada pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, por outro lado, descarta completamente o levantamento do Ministério da Justiça, realizado com base nos dados fornecidos pelas secretarias estaduais de Segurança Pública. Trata-se, na avaliação da SSP, de um equívoco. A SSP lembra que durante anos os pesquisadores utilizaram esses números para embasar as análises sobre o crime no País. E só recentemente descartaram essa fonte de consulta por mera conveniência.

Vale ressaltar, ainda, a falta de responsabilidade do Fórum Brasileiro de Segurança Pública no trato com os compromissos assumidos. No caso do governo da Bahia, por exemplo, a entidade abandonou um contrato de consultoria em segurança no âmbito do programa estadual Pacto pela Vida. Ao custo de R$ 2 milhões, a entidade simplesmente abandonou a consultoria que vinha sendo executada, alegando impossibilidade de concluí-la. Por conta do procedimento, sofreu multa e foi impedida por 315 dias de participar de novas licitações no governo da Bahia.

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