De acordo com o Sindicato dos Médicos do Estado (Sindimed), sete médicos, dos 57 profissionais que atuam no Hospital Regional de Juazeiro (no norte da Bahia), pediram demissão na quarta-feira (3). O sindicato ainda garante que a decisão foi motivada após atrasos de salários na categoria.

A unidade de saúde é vinculado à Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Em nota, a pasta disse que a entidade que administra o hospital é responsável pela gestão integral, ou seja, isso inclui a aquisição de insumos e também de mão de obra.

Ademais, a Sesab também informou que fez pagamentos superiores ao montante de R$ 4,9 milhões, nos últimos 30 dias, e que, “em virtude das reiteradas denúncias”, já abriu sindicância para investigação dos fatos.

A presidente do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia, Ana Rita de Luna Freire Peixoto, garantiu que os atrasos de remuneração dos médicos no Hospital Regional de Juazeiro é um problema recorrente. Segundo ela, em muitas situações, a casa de saúde só creditou os salários após indicativo de greve e ameaça de paralisação.

Ainda conforme revelou a presidente, só depois de receber a solicitação de demissão dos médicos, a gestão do hospital passou a se mobilizar para tentar dar sinais de que havia recebido recursos financeiros para proceder com os pagamentos.

O Sindimed salientou que, no dia 20 de maio, foi expedido um ofício aos gestores do hospital cobrando solução para o atraso no pagamento dos salários. Devido a situação não ter sido solucionada, o sindicato assegurou que, na última terça-feira (2), emitiu novo ofício ao secretário municipal de saúde reiterando o pedido de solução do problema.

Abaixo o comunicado divulgado pela Sesab:

“A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia realiza pagamentos regulares e consecutivos a todos os fornecedores, inclusive a Associação de Proteção à Maternidade e Infância de Castro Alves (APMICA). A entidade que faz a gestão do Hospital Regional de Juazeiro recebeu pagamentos superiores a R$ 4,9 milhões nos últimos 30 dias. Em virtude das reiteradas denúncias, abrimos uma sindicância para apurar os fatos. A Organização Social que administra a unidade é responsável pela gestão integral, o que inclui aquisição de insumos e mão de obra”.

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