Um ano após idosa ser assassinada dentro de casa, filho assegura: ‘queremos justiça’

Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

Nesta terça-feira,11, uma lembrança triste volita a família da aposentada Sônia Maria Pontes. Ano passado, na madrugada do dia 11 de fevereiro de 2019,  ela foi morta dentro da própria casa, um sítio situado na cidade de Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Nesta terça-feira, um ano após o crime, um dos filhos de Sônia, Arnaldo Miguel Jr, conversou com o Bahia No Ar. Segundo ele, o caso, que está registrado na 27ª Delegacia (Itinga) como latrocínio (roubo seguido de morte), ainda não teve resolução. A família realiza visitas constantes em busca de uma resposta, ou como dito pelo próprio Miguel, em busca de ‘justiça’.

“Não vai trazer minha mãe de volta, mas queremos justiça”, elucida.

Miguel contou também que hoje esteve na delegacia e foi informado que as investigações continuam. “Não podemos deixar que o caso seja esquecido”, destaca.

À época, foram levados alguns pertences da família, como o carro, um Onix de cor prata. O filho de Sônia relatou que nem o veículo nem os demais objetos furtados foram encontrados. Suspeitos também não foram identificados.

Sobre o crime

Na madrugada do dia 11 de fevereiro de 2019, o motorista Arnaldo Miguel do Nascimento, marido de Sônia, saiu para trabalhar e deixou a esposa em casa, dormindo. Quando retornou, já no fim da tarde, por volta das 18h30, ela estava sentada na cama do casal, com um travesseiro preso à cabeça, sem vida.

O marido da aposentada assassinada disse em depoimento que os dois braços da vítima estavam “bem presos” nas costas, amarrados com o fio de um ventilador. Eles eram casados há 46 anos.

Pais de quatro filhos adultos, o casal morava sozinho há pelo menos 9 anos. O imóvel, de muros altos, em uma rua sem saída, era um sonho conquistado com muito trabalho, conforme ressalvou motorista.

Na ocasião, Arnaldo revelou que acreditava que o crime foi cometido assim que ele saiu de casa, às 3h30. O motorista destacou também que costumava chegar em casa sempre ao meio-dia, mas, no dia do assassinato da mulher, só retornou às 18h30.

No entanto, um detalhe indica que o crime pode ter sido cometido entre 4h e 6h da manhã. Um vizinho da família garantiu que viu o momento em que o carro do casal foi levado. Segundo ele, por volta das 6h30, após ter acabado de voltar da Ceasa, ouviu o barulho do portão da casa de Sônia abrindo.

“Fui lá, achei estranho, cheguei até a piscina, mas não vi ninguém. Encostei o portão e voltei pra minha escada”, lembrou o vizinho em entrevista concedida ao Correio.

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