A terceira fase de testes de uma das candidatas a se tornar a vacina contra o novo coronavírus (Covid-19), foi liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A possível imunização é desenvolvida pela farmacêutica chinesa de biotecnologia, Sinovac.

De acordo com a Anvisa, a solicitação de autorização foi realizada pelo Instituto Butantan, situado em São Paulo.

No dia 11 de junho, inclusive, o governador de São Paulo, João Doria, já havia anunciado uma parceria entre o Instituto Butantan e o laboratório chinês. Na ocasião do anúncio, o político afirmou que, caso seja comprovada a eficácia e segurança da vacina, ela será produzida no país e disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir de junho de 2021.

Fase 3

Nessa fase 3 dos novos testes da CoronaVac (nome que a vacina recebeu), que serão realizados em larga escala, é necessário que seja fornecida uma avaliação definitiva da eficácia e segurança da imunização, ou seja, a os cientistas precisam assegurar se a substância é capaz de criar anticorpos para imunizar os seres humanos contra o novo coronavírus.

Em todo o território brasileiro serão escolhidos cerca de 9 mil voluntários, distribuídos entre as localidades de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Distrito Federal.

Estapas

Segundo a Anvisa, os testes da vacina contemplam algumas fases: na 1 e na 2 |(etapas que já aconteceram), a possível imunização foi injetada em humanos saudáveis, como também em animais; o resultado apontou dados positivos com o esquema de duas doses da vacina.

No Brasil, este é o segundo teste de vacina contra a covid-19 liberado pela Anvisa.

No dia 2 de junho, a Agência já tinha autorizado o ensaio clínico da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Sobre a CoronaVac

A CoronaVac já foi aprovada para testes clínicos na China. Em sua produção são utilizados uma versão do vírus inativado. O que significa dizer que, não há a presença do novo coronavírus vivo na solução; segundo os cientistas, isso reduz significativamente os riscos deste tipo de imunização.

Outras vacinas, que já tiveram a eficácia comprovada, a exemplo das imunizaões contra a hepatite e a influenza (gripe), utilizam versões inativadas compostas pelo vírus morto ou por partes dele. Isso garante que ele não consiga se duplicar no sistema.

Conforme explica os pesquisadores, a vacina implanta uma espécie de memória celular responsável por ativar a imunidade de quem é vacinado. Com isso, quando o indivíduo entra em contato com o coronavírus ativo, por exemplo, o corpo já está preparado para induzir uma resposta imune.

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