Na tarde desta terça-feira (6) o radialista Roque Santos conversou, por telefone, com a secretária de Educação de Camaçari, Neurilene Martins. Na pauta, o Vale Merenda, uma das ações de emergência que foi adotada pela prefeitura, em virtude do decreto que colocou a cidade em situação de calamidade pública, devido a crise provocada pelo novo coronavírus (Covid-19). O benefício em questão, deverá atingir os cerca de 35 mil alunos devidamente matriculados na rede municipal de ensino, enquanto persistir a suspensão das aulas.

“O Vale Merenda é a forma da prefeitura continuar ofertando a merenda escolar a todos os estudantes matriculados [na rede municipal]. Todos os estudantes matriculados terão direito ao valor de quarenta e cinco [R$ 45] reais, enquanto durar a suspensão das aulas”, explicou Neurilene.

Para os pais que possuem mais de um filho matriculado na rede municipal, é importante ressaltar que cada estudante receberá o seu vale individualmente.

“Se dona Maria tem três filhos, ela vai receber um vale pra cada filho”, exemplifica a secretária. Nesse caso, usado como protótipo, “dona Maria” receberia o valor de R$ 135 (cento e trinta e cinco reais), enquanto o decreto municipal que suspende as atividades escolares perdurar. “A cada mês que o aluno estiver em casa ele receberá o Cartão Merenda. Estamos acompanhando os decretos, a Secretaria de Educação vai trabalhar em consonância com o que determinar o município”, acrescentou.

Entregas

Conforme destacou Neurilene, as entregas do vale começam amanhã (7), para cada unidade pública de responsabilidade do município. Ela alertou que é de suma importância que os pais aguardem a convocação de cada escola. São os diretores que irão informar quando e em que horário o responsável legal do estudante poderá buscar o benefício.

“Amanhã começam as entregas. Inicialmente, serão quarenta e quatro [44] unidades escolares nos dias sete [7] e oito [8] de abril. É fundamental que cada família aguarde a convocação da escola dizendo o dia, o turno e o horário. Nada justifica que essa entrega seja feita com filas, com aglomerações, todos estão sabendo da gravidade da situação”, pontua.

A forma que será feito o contato com os pais ficará a critério da direção de cada instituição de ensino, que conforme lembra a secretária, poderá ser por ligação telefônica, pelas redes sociais, ou mesmo pelo grupo de WhatsApp que algumas escolas utilizam para contato com os genitores. Já para a ordem nos atendimentos, está poderá acontecer por turno, série ou ordem alfabética. “Aquele pai que está na dúvida, liga pra escola”, orienta a secretária.

Neurilene também tranquilizou os responsáveis que ficarão com a missão de buscar o vale. Segundo ela, foram adotadas todas as recomendações de higiene, bem como de distanciamento, salientadas pelos órgãos de saúde.

“Está sendo cumprido aquilo que é direito constitucional. Teremos álcool em gel, máscaras de proteção, será feito todo ritual de recebimento dos pais”, disse. “Não levem as crianças, vá apenas o responsável legal pela criança, que será imediatamente atendido pela equipe para voltar logo pra casa“, estendeu.

Ao chegar nas unidades de ensino, o pai ou responsável legal irá assinar uma declaração de responsabilidade, documento em que o indivíduo se compromete a utilizar o montante ‘única e exclusivamente’ para comprar alimentos. Será assinada também uma ficha de recebimento do vale.

“Qualquer indício de aglomeração que a secretaria for informada, a entrega será cancelada e uma nova reestruturação será pensada”, advertiu Neurilene.

Onde poderá ser feita a compra?

Até o momento, quase 200 estabelecimentos estão autorizados. Existe ainda a expectativa de que mais opções integrem a lista.

“A lista será atualizada ainda hoje. Mas, em princípio, temos quase duzentas [200] instituições cadastradas, com a possibilidade de ampliação, desde que atenda as exigências legais”, revela.

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