O Projeto de Lei que pretende autorizar a atualização automática anual do piso salarial dos professores do magistério, um dos itens listados nas exigências dos profissionais de educação do município, em greve há 15 dias, foi retirado da pauta para discussão e votação na Câmara de Vereadores de Camaçari. É a segunda vez que o projeto entra na ordem do dia de uma sessão ordinária e não é apreciado.

A primeira tentativa de aprovar o projeto aconteceu na terça-feira (22), mas as manifestações realizadas por estudantes e por desempregados impossibilitaram a continuidade da sessão, que foi encerrada antes da matéria ser apreciada. Já na segunda vez, nesta quinta-feira (24), o adiamento da votação que vai beneficiar 78 professores do magistério que recebem abaixo do piso salarial indicado ocorreu a pedido dos próprios professores.

De acordo com o Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal de Camaçari (Sispec), autor da solicitação, o motivo é a forma como o Projeto de Lei foi redigida, dando margem a interpretação dúbia. “A redação do Projeto não deixa claro qual será a data base para reajuste. Nossa data é em janeiro, mas há trechos no texto que citam maio. Queremos esclarecer esses pontos antes da votação, para evitar problemas futuros”, explica Nildete Ribeiro, suplente da diretoria do Sispec.

Representantes do Sindicato e do governo municipal se reuniram ainda na quinta-feira (26), na Secretaria de Administração (Secad), para discutir os pontos dúbios.

 

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