WhatsApp Clonado: delegado fornece orientações de como não cair no golpe

Foto: Reprodução

No início da tarde desta quarta-feira, 19, durante a segunda edição do programa Bahia No Ar (Rádio Sucesso 93.1) o repórter Clerisson Amorim conversou com o delegado Roberto Cavadas, titular do GDG (Grupo Especializado de Repressão aos Crimes por Meios Eletrônicos) da Polícia Civil, em Salvador.

Em entrevista, o delegado explicou como acontece o golpe do WhatsApp clonado, prática crescente no país. Segundo dados da empresa de segurança digital PSafe, só em janeiro deste ano, quase 200 mil brasileiros caíram na ação.

“Na verdade, a maioria dos golpes de clonagem do WhastApp acontece sob o seguinte artifício, você em geral faz algum tipo de anúncio em algum site de comercialização de produtos e, em seguida, você recebe um SMS supostamente para fazer a confirmação do seu cadastro ou verificação do anúncio. Enfim, o subterfúgio varia. Na verdade, aquilo é um software que captura sua senha, ao passo que você faz a digitação ele imediatamente clona e passa a gerir o seu WhatsApp. A partir daí, o criminoso   solicita indevidamente o depósito as pessoas relacionadas ao seus contatos e exige, sob algum tipo de argumentação,o depósito”, pontuou.

Questionado sobre como uma pessoa deve proceder, caso chegue a cair no golpe, o delegado tece uma lista com algumas orientações.

“Inicialmente, entre em contato com o WhatsApp através do suporte, por e-mail,e informe que sua conta foi clonada. Em seguida, quando for habilitar a verificação de duas chamadas por parte do criminoso, você digita equivocadamente sua senha para que sua conta fique bloqueada, depois, compareça a uma unidade policial mais próxima de sua residência para fazer o registro de  ocorrência que a Polícia Civil da Bahia irá tomar as providências oficiando para a operadora, oficiando para os bancos onde foram realizados indevidamente o depósito, enfim, procederá a investigação a delegacia da área normalmente com o apoio do GDG, no qual, por hora, eu coordeno”, destacou.

Cavadas também deu dicas de como fugir da “armadilha” digital.

“A minha dica de orientação é que, na maioria das vezes, quase na totalidade, nenhum site vai entrar em contato com você fora do canal de atendimento. Então, fique atento a isso e quando tiver qualquer tipo de comunicação com o site, por exemplo, você faz pelo canal de atendimento disponibilizado pelo próprio site. Se você receber qualquer tipo de SMS ou link pelo seu aparelho telefônico, não clique e imediatamente delete, dessa forma você estará evitando o golpe. E sempre, em qualquer segmento,  preserve seus dados, não informe número de CPF, identidade, evite ao máximo uma exposição dos seus dados cadastrais porque é justamente com eles que os criminosos realizam parte do golpe”, orienta.

Ainda de acordo com a PSafe, o estado de  São Paulo é o mais afetado com a prática criminosa que já fez cerca de 41,2 mil vítimas no primeiro mês de 2020. O Rio de Janeiro aparece em segundo lugar (com 24,2 mil vítimas), seguido por Minas Gerais (com registros de 15,9 mil vítimas).

O golpe para clonar WhatsApp também passou a ser direcionado a pessoas famosas, como atores, youtubers e influenciadores, no chamado “golpe da festa”. Nesta tática, o criminoso pesquisa por eventos que terão a presença de pessoas famosas e se passa pelo organizador da festa para solicitar à vítima uma suposta confirmação de identidade.

 

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