Witzel diz que presos por morte de Marielle podem fazer delação premiada

A polícia ainda não esclareceu quem foi o mandante das execuções e fará uma segunda fase de investigações.

Governador Wilson Witzel em entrevista coletiva sobre a prisão dos dois suspeitos da morte de Marielle e Anderson — Foto: Henrique Coelho / G1

Presos nesta terça-feira, 12, na Operação Lume, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, denunciados pela morte de Marielle Franco e Anderson Gomes, serão convidados a fazer delação premiada, afirmou o governador do Rio de Janeiro. Wilson Witzel e a cúpula da segurança deram detalhes da ação em coletiva no fim da manhã.

Segundo o G1, Witzel afirmou que o “estado trouxe respostas à população”.

“É uma resposta importante que nós estamos dando para a sociedade: a elucidação de um crime bárbaro cometido contra uma parlamentar, uma mulher, no exercício de sua atividade democrática. Teve sua vida ceifada de forma inaceitável. Mas muito mais ainda inaceitável porque estava exercendo seu mandato”, disse o governador.
Wilson Witzel diz que prisão de assassinos de Marielle é resposta para a sociedade

De acordo com a polícia, Lessa foi o autor dos disparos que atingiram Marielle e Anderson; Élcio dirigiu o Cobalt clonado utilizado no assassinato. Os investigadores agora tentam esclarecer quem foi o mandante e qual a motivação do crime.

Chefe da Divisão de Homicídios da Capital, Giniton Lages justificou o tempo que demorou para se chegar aos dois envolvidos. “Esse é um dia muito especial porque é um ano de investigação, um ano de comprometimento desses policiais. É preciso que a imprensa entenda que o sigilo em algumas informações é imprescindível. Jamais um profissional pode fazer uma perícia ou encontrar um dado e revelar isso”, garantiu Giniton.

A polícia ainda não esclareceu quem foi o mandante das execuções e fará uma segunda fase de investigações.

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