O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protagonizou uma cena para lá de incomum: na frente de repórteres, acabou chorando por ser impedido de viajar aos Estados Unidos, onde acompanharia a posse de Donald Trump na próxima segunda-feira (20).
A situação ocorreu no Aeroporto de Brasília, no último sábado (17), enquanto o político acompanhava a esposa, Michelle Bolsonaro, que participará da cerimônia em Washington. Para o jornal O Globo, o ex-chefe de Estado disse estar sendo ‘perseguido’ pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que apreendeu o passaporte dele.
“O presidente Trump gostaria muito, tanto é que ele me convidou. Estou chateado, abalado ainda, mas eu enfrento uma enorme perseguição política por parte de uma pessoa. Ele é o dono de tudo. Quando quer, ignora o Ministério Público, faz o que bem entende. O objetivo é eliminar a direita do Brasil”, disse ele, sem querer citar o nome do magistrado.
Moraes tomou esta decisão durante a Operação Tempus, que apurou a trama montada contra a posse do atual presidente da República, Lula (PT), arquirrival de Bolsonaro. Em 8 de fevereiro do ano passado, o ministro da Corte preferiu reter o passaporte pois havia riscos de fuga.
A defesa do direitista tentou reverter a situação para que ele pudesse ir aos EUA, porém a Procuradoria Geral da República (PGR) recomendou ao STF que mantivesse a proibição, pois não foi comprovado que Bolsonaro foi convidado formalmente a participar da posse de Trump.