O Processo de Eleições Diretas do Partido dos Trabalhadores (PT) em Camaçari ainda está dando o que falar. Realizado no último domingo (6), a votação para escolher a chapa presidencial para o diretório nacional, estadual e municipal, este último sendo comandado pelo vereador Kaique Ara, gerou um escândalo que repercute na web: supostamente filiados à legenda já falecidos teriam sido inclusos no registro dos votos.
O caso alarmante foi divulgado publicamente pela página chamada ‘Vacilos Camaçari’, voltada para a política da cidade, após diversas denúncias anônimas que circulam entre os próprios militantes petistas nos bastidores – que também chegaram ao Bahia no Ar.
Dentre algumas, contam nas listas de votação (com assinatura de presença) os nomes de Crispim Carvalho da Hora e Nikelândia Oliveira Cavalcante. O primeiro, sindicalista histórico do PT, morreu aos 55 anos em 2016, após problemas renais; a segunda, servidora pública na Câmara Municipal, morreu em 2021, vítima da COVID-19.
A situação, caso seja confirmada, compromete gravemente a lisura do processo eleitoral e atinge diretamente familiares que, sem saber, veem pessoas que não estão mais aqui sendo utilizadas para fins políticos. Até agora, o diretório do PT em Camaçari não se pronunciou sobre as acusações.





