Segue interditado o Colégio Municipal Doutor João Paim, instituição onde estuda a maior parte das crianças que foram hospitalizadas após passarem mal em São Sebastião do Passé. De acordo com  informações da prefeitura da cidade, aproximadamente 221 crianças (com idades entre 11 e 13 anos), deram entrada em hospitais da Bahia. Elas apresentam sintomas semelhantes: enjoo, diarreia, vômitos, febre e corpo mole.

As crianças do Colégio Municipal Doutor João Paim foram atendidas e medicadas no Hospital Municipal Albino Leitão. Porém, na manhã da última sexta-feira (14), outras cinco crianças, de colégios particulares, que não tiveram os nomes divulgados, apresentaram os mesmos sintomas. Elas também foram encaminhadas para a unidade hospitalar.

Ao todo, das 221 crianças que passaram mal, 206 foram atendidas e já receberam alta. Quinze foram transferidas e destas, cinco ainda estão no Hospital Santo Antônio, em Salvador, e duas no hospital de Catu.

A água fornecida no Colégio Municipal Doutor João Paim, principal suspeita de ter motivado o mal estar nas crianças, está sendo analisada pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), na capital baiana. Não há previsão de quando o resultado será divulgado. A instituição é abastecida com água de um poço.

Segundo a prefeitura, já foi solicitada uma instalação de água para a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), na unidade de ensino. Equipes da empresa já trabalham no local.

Ainda conforme informou a gestão municipal, o governo do estado ofereceu duas escolas estaduais para que o ano letivo da rede municipal não seja alterado diante das circunstâncias.

Até o momento também não existem maiores detalhes sobre a data de quando o Colégio Doutor João Paim será liberado. Além da água, amostras do lanche do colégio também foram colhidas na quinta-feira (13) e encaminhadas para o Lacen.

Um gabinete de crise, envolvendo integrantes da prefeitura, da Polícia Civil e da Sesab, foi formado para apurar e acompanhar a situação.

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