Durante a campanha eleitoral, Luiz Caetano (PT) esteve no Centro Comercial de Camaçari, conversou com feirantes, prometeu apoio, diálogo e garantiu que daria todo o suporte necessário aos trabalhadores. No entanto, após assumir o comando da gestão municipal, a realidade passou a ser bem diferente. Primeiro, alguns trabalhadores foram retirados do centro da cidade. Agora, o Governo Caetano apronta mais uma: engana os feirantes e impõe a cobrança individual de energia elétrica, em uma clara demonstração de estelionato eleitoral.
Em uma ação considerada autoritária e sem aviso prévio, a Prefeitura de Camaçari, por meio da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp), determinou que os permissionários do Centro Comercial realizem, no prazo máximo de 15 dias, a individualização da cobrança de energia elétrica por box. A decisão pegou os comerciantes de surpresa e gerou temor de corte no fornecimento de energia e aplicação de sanções administrativas.
A comunicação foi feita de forma unilateral, por meio da administração do Centro Comercial, sem diálogo, sem planejamento e sem prazo razoável para adequações técnicas e financeiras. Feirantes afirmam ao Bahia No Ar que não houve qualquer tipo de estudo prévio, orientação técnica ou apoio da gestão municipal para viabilizar a mudança.
Na prática, a nova cobrança deve gerar impacto direto no preço dos produtos, uma vez que o custo da energia será inevitavelmente repassado ao consumidor final. Comerciantes alertam que a medida pode reduzir vendas, afastar clientes e agravar ainda mais a crise vivida pelo comércio do centro da cidade.
Feirantes também questionam a justificativa informal de que a medida atenderia a uma suposta exigência de órgãos de controle. Segundo eles, não foi apresentado nenhum documento oficial, recomendação formal ou decisão judicial que obrigue a gestão municipal a adotar a cobrança de forma imediata e sem diálogo com a categoria.
A situação reforça a percepção de que, após as promessas feitas na campanha, o Governo Caetano adotou uma postura distante da realidade dos trabalhadores do Centro Comercial. Para os feirantes, o sentimento é de frustração, abandono e quebra de confiança.
Feirantes alertam ainda para o risco de que a ação faça parte de um processo silencioso de desmonte do Centro Comercial, comprometendo um espaço histórico, popular e fundamental para a economia informal do município.
O Bahia No Ar segue acompanhando o caso e reforça as denúncias dos trabalhadores, que cobram do Governo Caetano coerência entre o discurso de campanha e a prática administrativa, além de diálogo, planejamento e respeito com quem vive do trabalho diário na feira.


