Grupo fecha ruas de Tancredo Neves em protesto à morte de adolescente

Familiares afirmam que ele foi assassinado sem chances de defesa, enquanto corporação alega que houve troca de tiros
Foto: Reprodução

Familiares e amigos do adolescente de 17 anos que morreu após ser baleado por PMs fazem um grande protesto neste sábado (8), no bairro Tancredo Neves, em Salvador. As principais ruas da localidade foram bloqueadas com barricadas e pneus, que foram queimados pelos manifestantes que clamam justiça.

O caso aconteceu na noite da última sexta (7), durante uma ronda policial. Voltando do trabalho, o jovem Gustavo Batista dos Anjos acabou não parando na blitz por não ter carteira de habilitação – por conta da idade. Ao estacionar o veículo perto de onde morava, acabou sendo atingido pelos disparos.

Por outro lado, a corporação alega que a vítima estava armada e teria trocado tiros com agentes da 23ª Companhia Independente (CIPM) e, por causa disso, acabou ficando ferido fatalmente. A informação, no entanto, é negado por familiares que dizem ter visto tudo e rebatem, acusando a polícia de homicídio.

O clima no bairro está mais tenso do que o normal, visto que ali é considerado um dos pontos mais perigosos e violentos da capital baiana, com os rotineiros registros de homicídios e demais crimes deste tipo, resultado da guerra entre facções do tráfico.

O caso segue em investigação pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que evidencia o relato trazidos pelos agentes segurança, que “teriam sido recebidos com disparos de arma de fogo. Durante o confronto, um dos ocupantes foi atingido, socorrido para o Hospital Geral Roberto Santos, mas não resistiu“.

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