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Lula sanciona lei que veta linguagem neutra na administração pública

Com a sanção, passa a valer a Política Nacional de Linguagem Simples, que estabelece diretrizes obrigatórias para a redação de comunicados, formulários, orientações e conteúdos oficiais dirigidos ao público.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que veta o uso de linguagem neutra em órgãos e entidades da administração pública nas esferas federal, estadual e municipal. A norma foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (17).

A linguagem neutra que substitui flexões tradicionais de gênero por termos como “todes”, ou “ume”, chegou a ser utilizada em algumas cerimônias de posse de ministros no início do governo, o que gerou críticas de grupos conservadores. Lula, porém, não costuma empregar esse tipo de comunicação.

Com a sanção, passa a valer a Política Nacional de Linguagem Simples, que estabelece diretrizes obrigatórias para a redação de comunicados, formulários, orientações e conteúdos oficiais dirigidos ao público. Entre as orientações definidas pela lei estão:

  • priorizar frases curtas e em ordem direta;

  • empregar voz ativa e palavras de uso comum;

  • evitar jargões e explicar termos técnicos sempre que necessário;

  • não utilizar flexões de gênero ou número fora das regras da língua portuguesa;

  • reduzir o uso de estrangeirismos não incorporados ao vocabulário cotidiano;

  • destacar as informações mais importantes logo no início;

  • recorrer a listas, tabelas e outros recursos que facilitem a compreensão;

  • garantir acessibilidade para pessoas com deficiência.

A lei também determina que, quando a comunicação for destinada a comunidades indígenas, sempre que possível deverá ser oferecida versão no idioma local.

Segundo o governo, o objetivo é assegurar que qualquer cidadão consiga localizar, compreender e utilizar as informações apresentadas pelo poder público.

Cada poder no âmbito da União, estados, Distrito Federal e municípios, deverá elaborar normas complementares e definir fluxos e ferramentas para aplicar a Política Nacional de Linguagem Simples. Isso inclui revisão de portais oficiais, atualização de documentos, capacitação de servidores, elaboração de manuais e realização de testes de usabilidade com a população.

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