Mononucleose: como evitar a ‘doença do beijo’ no carnaval

Doença infectocontagiosa, causada por vírus, provoca febre

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O risco de infecção por Mononucleose, mais conhecida como ‘Doença do Beijo’, aumenta durante o carnaval.

A Mononucleose é uma doença infectocontagiosa, causada por um vírus, de características clínicas brandas. Provoca febre e mal-estar com gânglios principalmente ao redor do pescoço, além de dor de garganta.

A doença é causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB), de fácil transmissão de pessoa a pessoa. Por isso, ela é conhecida como doença do beijo.

A doença não é transmitida pelo beijo em si, mas por contato íntimo com secreções respiratórias de uma pessoa infectada. O beijo é uma forma de contato íntimo, que facilita a propagação do vírus.

A doença é transmitida de maneira semelhante à gripe, ao resfriado comum, pelo contato com secreções de pessoas contaminadas. Pode ser transmitida também pelo contato indireto, por meio de superfícies contaminadas em que a pessoa coloca a mão, leva a mão à boca, à mucosa dos olhos ou do nariz, podendo haver infecção.

A maioria das pessoas transmite a mononucleose em sua forma aguda e, no início, é difícil o diagnóstico, pois os sintomas das doenças infectocontagiosas são muito semelhantes.

A mononucleose não costuma ser grave em pessoas que têm o sistema imunológico preparado.

Medidas de precaução

Como toda doença de transmissão respiratória, há medidas de precaução que devem ser adotadas, entre as quais, lavar as mãos com frequência, utilizar álcool gel nas mãos, cobrir a boca e o nariz ao espirrar para evitar que as secreções expelidas entrem em contato com o ambiente e evitar locais de grande aglomeração pouco ventilados.

No carnaval, principalmente, mas também fora dele, é recomendável que utensílios de uso pessoal, como pratos, talheres e copos não sejam compartilhados com outras pessoas. A razão para isso é que muitas das doenças infectocontagiosas podem ser transmitidas, inclusive, por pessoas que, às vezes, não apresentam sintomas de doença nenhuma. Daí a sugestão para, sempre que possível, evitar compartilhamento de objetos pessoais com amigos e com o maior número de pessoas.

Os sintomas da doença costumam perdurar de duas a quatro semanas. Não há um tratamento específico para a doença do beijo. Geralmente, são indicados repouso e medicamentos que amenizam os sintomas.

Ter hábitos saudáveis, fazer exercícios, boa alimentação e horas adequadas de sono aumentam a resistência do folião para se defender contra infecções no carnaval.

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