Vereadora de Dias d’Ávila pode ser cassada por fraude

Aliada da deputada Ivoneide Caetano, Maria Imperatriz é alvo de ação que pode anular todos os votos do PSD, legenda ao qual está filiada
Foto: Divulgação/Câmara Dias d'Ávila

O Ministério Público Eleitoral (MPE) constatou um ato de fraude na cota de gênero feito pelo Partido Social Democrático (PSD) nas eleições de 2024 em Dias d’Ávila. Com isso, foi solicitado a perda de mandato e inelegibilidade da vereadora Maria Imperatriz, além da anulação de todos os votos contabilizados para a legenda.

A manifestação foi proferida pelo promotor Fernando Gaburri, da 186ª Zona Eleitoral da cidade, levando em consideração diversas provas que atestam o esquema de candidaturas femininas ‘fantasmas’ e movimentações financeiras consideradas ilegais.

Agora, o processo segue para a Justiça Eleitoral, que irá analisar e decidir a favor do MPE, cassando o mandato da vereadora e anulando os votos, ou contra, mantendo a atual situação.

Maria Imperatriz é considerada a representante da deputada federal e primeira-dama de Camaçari Ivoneide Caetano (PT) em Dias d’Ávila, fazendo diversas ações em parceria, o que pode ser comprovado nas redes sociais de ambas.

Entretanto, ela foi alvo da ação solicitada pelo diretório municipal do Partido dos Trabalhadores, junto com o vereador Marant Azevedo (Republicanos) e o ex-parlamentar Eduardo de Jesus do Santos, conhecido como Cruel (PP), principal interessado em tirá-la da Câmara.

Isso porque, caso o PSD seja condenado pela fraude acusada, é o partido de Eduardo que herdará o espaço na Câmara Municipal, sendo ele o ocupante da vaga deixada por Imperatiz, se houver de fato a cassação.

 

Contexto do caso

De acordo com a parecer assinado Gaburri, diversas candidatas da legenda no município realizaram atitudes suspeitas durante as eleições, veja:

  • Zeni Almeida recebeu R$ 200 mil e desistiu informalmente da campanha, passando a apoiar o candidato Léo Mineiro (Solidariedade);
  • Ducilene Felicíssima, substituída por Natali, também teria usado a maior parte dos recursos destinado antes de ter a candidatura indeferida
  • Natali Sena de Santana, que substituiu Ducilene, obteve apenas 4 votos e não teria votado em si mesma.

Todos os envolvidos na suposta fraude poderão ficar 8 anos inelegíveis.

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