Vigilância epidemiológica, por conta de Coronavírus, é elevada na Bahia

Foto: Reprodução

O estado da Bahia elevou o nível de alerta das equipes de vigilância epidemiológica e sanitária para identificar casos suspeitos de um novo tipo de coronavírus detectado recentemente na China e que, até ontem (22), já havia afetado mais de 470 pessoas em pelo menos sete países, com 25 mortes.

Segundo informações do Correio, após orientação do Ministério da Saúde, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) determinou a revisão dos fluxos de investigação sobre eventuais casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) associada a coronavírus e o encaminhamento das ocorrências suspeitas ao hospital estadual de referência para doença infectocontagiosas, o Instituto Couto Maia, local que será feito o rastreamento de contato com pessoas supostamente infectadas pelo vírus.

No comunicado de alerta enviado às equipes de vigilância, a Sesab recomendou cautela para evitar “medidas restritivas e desproporcionais em relação aos riscos para a saúde e trânsito de pessoas, bens e mercadorias”, já que não foi registrado nenhum caso suspeito na Bahia.

Brasil

Nesta quinta-feira (23), o Ministério da Saúde descartou a suspeita de um primeiro caso de coronavírus nas cinco unidades da federação.

Segundo a pasta, as notificações à rede Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) feitas pelas secretarias de Saúde do Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul não se enquadram nos critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para diagnosticar a doença.

Sintomas x Transmissão

O coronavírus, também chamado de 2019-nCoV, provoca febre, tosse, falta de ar e dificuldade para respirar. O vírus é um tipo de pneumonia cuja transmissão acontece de pessoa para pessoa.

Segundo especialistas, esse tipo de vírus parece pertencer a uma nova cepa que não havia sido previamente identificada em humanos, sendo valido ressaltar que o coronavírus corresponde a uma ampla família de vírus, mas poucos deles são capazes de infectar pessoas.

A OMS acrescenta que o período de incubação e a origem do vírus seguem sob investigação, porém, a fonte primária é provavelmente um animal. Já as autoridades chinesas vincularam o surto a um mercado de frutos do mar na cidade chinesa de Wuhan, onde os primeiros casos foram identificados; ao menos 15 trabalhadores da área da saúde, que teriam tido contato com os doentes, foram infectados.

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