O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na última sexta-feira (28), que a reeleição do deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) à presidência da Assembleia Legislativa foi irregular e, por isso, deve ser mantido afastado do cargo. Com a medida, aprovada por unanimidade em votação na Segunda Turma da Corte, a então vice Ivana Bastos assume definitivamente a chefia do parlamento baiano.
A ação acontece em um momento oportuno: ela será a primeira mulher a liderar a Assembleia em 190 anos de existência, justamente no mês dedicado ao público feminino. Ivana, que também é do PSD, já estava à frente da presidência interinamente e aguardava atualizações do caso, visto que toda a eleição (incluindo da vice e outros cargos) poderiam ser anulados.
Porém, não foi o que aconteceu. Seguindo a tese do relator, ministro Gilmar Mendes, os demais magistrados preferiram somente impedir um terceiro mandato de Adolfo Menezes (considerado ilegal perante a lei) e preservar os restantes eleitos. Assim, de forma automática, a vice ocupa a vaga aberta pela decisão.
Por outro lado, o agora ex-presidente da Assembleia insinuou que a ação do STF foi feita de forma rápida, a pedida ou influência de políticos interessados em sua derrocada. “É claro que tudo é política, alguém deve ter pedido ao ministro uma vez e decidiu logo na segunda-feira“, disse ele, apesar de declarar apoio à Ivana como nova titular.
Vale lembrar que tudo começou após um processo do deputado Hilton Coelho (PSOL), que levou as acusações para o tribunal, que dias após a eleição solicitou afastamento temporário de Adolfo – escolhido pelos 61 parlamentares, dentre o total de 63 a ser reconduzido ao cargo, o que foi logo frustrado.


